O governo brasileiro concluiu novas negociações sanitárias e fitossanitárias que ampliam o acesso de produtos agropecuários nacionais a mercados internacionais.
As autorizações envolvem a União Econômica Euroasiática, o Peru e o Togo, abrindo espaço para exportações ligadas aos setores de alimentação animal, pesquisa agrícola e genética animal.
Acesso de produtos agropecuários

No bloco da União Econômica Euroasiática, formado por Armênia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia, foi autorizada a exportação brasileira de grãos secos de destilaria de milho (DDG), subproduto gerado pela indústria do etanol e utilizado na alimentação animal.
Em 2025, o bloco movimentou mais de US$ 1,4 bilhão em compras de produtos agropecuários brasileiros, especialmente café, proteínas animais e fumo.
Já no Peru, a liberação envolve a exportação de material genético de pólen de batata. A medida pode ampliar parcerias voltadas à pesquisa agrícola, ao desenvolvimento de variedades e à diversificação da produção. No ano passado, o país importou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários do Brasil, com destaque para itens florestais, proteínas animais, soja, cereais e farinhas.
No caso do Togo, a autorização contempla a venda de equinos vivos destinados à reprodução, criando novas possibilidades para o segmento de genética animal. Em 2025, as importações togolesas de produtos agropecuários brasileiros superaram US$ 148 milhões, principalmente em itens do complexo sucroalcooleiro, proteínas animais e couro.
Importância econômica

As novas aberturas de mercado reforçam a presença do agronegócio brasileiro no comércio internacional e ampliam as possibilidades de exportação para diferentes segmentos da cadeia produtiva.
Além de diversificar os destinos dos produtos nacionais, os acordos ajudam a reduzir a dependência de mercados tradicionais e podem gerar novas oportunidades para produtores e indústrias brasileiras.
No caso dos DDGs, a entrada no mercado da União Econômica Euroasiática fortalece o aproveitamento de subprodutos da indústria do etanol de milho, setor que vem crescendo no Brasil. Já a autorização para exportação de pólen de batata ao Peru pode estimular intercâmbio tecnológico e pesquisas ligadas ao melhoramento genético vegetal.







