O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,82% em setembro, após registrar queda de 0,32% em agosto, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre os itens que pressionaram a inflação, estão alimentos como tomate, batata-inglesa, cebola e arroz, além dos combustíveis, com destaque para o etanol.
IPCA de setembro

No grupo Alimentação e bebidas, os preços avançaram 0,83% em setembro, após três meses consecutivos de queda. Os alimentos consumidos em casa tiveram alta de 0,96%, puxada principalmente pelo tomate, que ficou 37,76% mais caro no período. A batata-inglesa subiu 24,07%, enquanto a cebola registrou aumento de 10,14%.
Outros produtos importantes para o consumo das famílias também tiveram elevação. O arroz subiu 4,56% e as carnes, 0,63%. Na direção contrária, o frango inteiro ficou 1,96% mais barato, o frango em pedaços recuou 1,41% e as frutas tiveram queda de 1,12%.
A alimentação fora de casa também registrou aumento. A variação passou de 0,36% em agosto para 0,48% em setembro, com a refeição subindo 0,49%. Já os lanches tiveram alta de 0,47%, abaixo dos 0,62% registrados no mês anterior.
Combustíveis registram alta
No grupo Transportes, os preços aumentaram 0,89% em setembro. Os combustíveis tiveram alta média de 1,41%, com avanço de 3,16% no etanol, 1,69% no óleo diesel e 1,21% na gasolina. O gás veicular subiu 0,10%. As passagens aéreas registraram aumento de 9,66%.
O grupo Habitação apresentou a maior variação entre os segmentos pesquisados, com alta de 2,31%. O principal fator foi a energia elétrica residencial, que subiu 7,98% e teve o maior impacto individual sobre o IPCA do mês. O resultado foi influenciado pelo fim do desconto relacionado ao Bônus de Itaipu nas contas emitidas em agosto.
Com o resultado de setembro, o IPCA acumula alta de 3,95% em 2026 e de 4,58% nos últimos 12 meses. Em setembro do ano passado, o índice havia avançado 0,48%.
INPC também avança

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda de um a cinco salários mínimos, também subiu 0,82% em setembro, após queda de 0,32% em agosto.
Os produtos alimentícios passaram de uma queda de 0,34% para uma alta de 0,80%. Já os itens não alimentícios registraram aumento de 0,83%, depois de recuarem 0,31% no mês anterior.
No acumulado do ano, o INPC chegou a 4,01%. Em 12 meses, a alta foi de 4,29%, acima dos 3,98% registrados no período imediatamente anterior.
Os dados mostram a retomada das altas nos preços dos alimentos, com efeitos sobre o custo de vida das famílias. Para o agronegócio, as variações registradas em produtos como tomate, batata, cebola, arroz, carnes e frango ajudam a dimensionar os movimentos dos preços no varejo, embora o IPCA não represente diretamente os preços recebidos pelos produtores rurais.







