Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (1º) uma proposta para aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Caso a medida seja confirmada, setores do agronegócio e da indústria florestal do Paraná poderão sentir os impactos, especialmente em segmentos como produtos florestais, pescados e mel.
Por outro lado, itens considerados estratégicos para o mercado norte-americano ficaram de fora da sobretaxa.
Setores afetados pela nova tarifa dos Estados Unidos

Entre eles estão carnes, frutas e café, produtos que têm peso relevante nas exportações paranaenses para os EUA. De janeiro a maio de 2026, o Paraná embarcou cerca de US$ 24,5 milhões em café, US$ 11 milhões em carnes e US$ 165 mil em frutas para o mercado norte-americano.
No caso do setor florestal, parte dos produtos será atingida pela nova cobrança. Somando os itens taxados e os que permaneceram isentos, o segmento movimentou aproximadamente US$ 90 milhões em exportações do Paraná aos Estados Unidos neste ano.
A previsão é que a tarifa adicional comece a valer até 15 de julho, período em que ainda podem ocorrer negociações entre os governos dos dois países para tentar evitar ou amenizar os impactos da medida.
A proposta foi apresentada pelo Escritório de Comércio dos Estados Unidos após uma investigação conduzida com base na chamada Seção 301, mecanismo legal utilizado pelos norte-americanos para apurar práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses do país.

No relatório, os EUA apontam questões como o uso do PIX, casos de pirataria e uma suposta deficiência na fiscalização ambiental brasileira. Segundo o documento, o desmatamento ilegal estaria ligado à expansão de atividades agropecuárias, criando uma vantagem competitiva considerada injusta para produtos brasileiros.
O presidente do Sistema FAEP contestou as alegações e afirmou que o agronegócio paranaense segue normas ambientais rígidas e mantém compromisso com a preservação.
“Classificar a nossa produção dessa forma é um erro. O agronegócio do Paraná segue legislações ambientais rigorosas, com rastreabilidade e um compromisso real com a preservação”, afirmou. “O produtor paranaense trabalha rigorosamente dentro da lei e não deveria ser penalizado.”







