O Serviço Nacional de Sanidade Agrária do Peru (Senasa) aprovou, na última semana, as primeiras unidades brasileiras aptas a vender farinha de carne e ossos bovina, além de hemoderivados de origem bovina e suína ao país.
A liberação marca o início das operações comerciais nesses segmentos, que tiveram o acesso ao mercado peruano aberto em maio de 2024, mas ainda dependiam da validação das plantas industriais.
Importação de farinha de carne e ossos bovina brasileira

Ao todo, 18 empresas receberam autorização, sendo 14 para a exportação de farinha de carne e ossos bovina e quatro para o envio de hemoderivados.
O órgão sanitário peruano também incluiu mais três estabelecimentos brasileiros na lista de fornecedores de farinha de aves, elevando em 21% o número total de empresas habilitadas para esse produto.
Como parte do processo, o Senasa renovou as licenças das plantas que já atuavam nesse mercado, estendendo a validade das autorizações até dezembro de 2028. A medida amplia o intercâmbio comercial entre os dois países e fortalece o fornecimento de insumos para as cadeias produtivas no Peru.
Impacto econômico

Do ponto de vista comercial, a medida fortalece a presença do Brasil no mercado andino e consolida a relação bilateral com o Peru, criando um ambiente mais estável para o fluxo de insumos usados na alimentação animal e em processos industriais.
Também há impacto sanitário e regulatório. A aprovação das plantas indica que as unidades brasileiras atendem aos padrões exigidos pela autoridade peruana, o que reforça a credibilidade do sistema de inspeção e pode facilitar futuras negociações com outros países da região.







