Os preços médios do feijão carioca atingiram, em março, o maior nível da série histórica do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/CNA), superando o patamar registrado em fevereiro.
O movimento consolida um novo recorde para o produto, em meio a um cenário de oferta limitada e instabilidade na produção.
Preço do feijão carioca

De acordo com pesquisadores do Cepea, a valorização do grão está relacionada a um conjunto de fatores que pressionaram o mercado desde o início de 2026.
Entre os principais pontos estão a redução da oferta interna, dificuldades durante a colheita, diminuição da área plantada na primeira safra e a expectativa de menor produção na segunda safra, especialmente no Paraná.
Esse cenário de restrição tem mantido as cotações em níveis elevados ao longo do primeiro trimestre do ano, tanto para o feijão carioca quanto para o feijão preto.
No caso do carioca de melhor qualidade, com notas iguais ou superiores a 9, a média de março (até o dia 26) ficou 8,3% acima de fevereiro e 34% superior ao mesmo período de 2025. No acumulado de 2026, a alta chega a 48,3%.

Para os grãos classificados entre notas 8 e 8,5, o avanço também é expressivo: 7,1% em relação a fevereiro e 42,2% na comparação anual. No trimestre, a valorização acumulada é de 43,9%.
Já o feijão preto apresenta comportamento mais estável no curto prazo, com leve alta de 0,11% frente a fevereiro e 0,4% na comparação com março do ano passado. Ainda assim, o produto registra recuperação mais consistente ao longo de 2026, com avanço acumulado de 32,2% no trimestre.







