Os preços das frutas e da maçã no atacado registraram queda de 8,89% na média ponderada no último mês nas principais Centrais de Abastecimento do país, conforme aponta o 4º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado nesta sexta-feira (24) pela Companhia Nacional de Abastecimento.
A redução é atribuída ao aumento da oferta, impulsionado pela intensificação da colheita das variedades gala e fuji.
Preços das frutas nas Ceasas

A expectativa para a safra atual também é positiva, com previsão de crescimento na produção em relação ao ciclo anterior. O resultado é reflexo das condições climáticas favoráveis no último inverno, que garantiram o acúmulo adequado de horas de frio, fator essencial para a qualidade e a coloração das frutas.
Além da maçã, outras frutas também apresentaram recuo nos preços. A laranja teve queda média de 2%, mesmo com a proximidade do fim da safra no cinturão citrícola observada em março. Já o mamão registrou redução nas cotações em diferentes regiões, influenciado pelo aumento da oferta da variedade papaya, principalmente oriunda do norte do Espírito Santo e do sul da Bahia.
Em contrapartida, algumas frutas tiveram valorização. A banana apresentou alta de 10,56% na média ponderada mensal, mesmo com maior oferta da variedade prata. O movimento foi impactado pela menor produção da banana nanica em importantes regiões produtoras. A melancia também seguiu em alta, com avanço de 10,81%, sustentado pela boa demanda em mercados como Belo Horizonte e Campinas.
No segmento de hortaliças, o cenário foi de alta generalizada nos preços. A alface manteve a tendência de valorização observada desde novembro, com aumento de 4,93%, pressionada pela redução de 9,4% na oferta em março e pela demanda aquecida em função das temperaturas elevadas.

A batata também registrou novo aumento, com alta de 18,99%, influenciada pela queda no volume enviado por estados como Paraná e Bahia. Já o tomate apresentou uma das maiores elevações, com avanço de 38,83%. O movimento é explicado pelas altas temperaturas no fim do ano passado, que aceleraram o ciclo da cultura e reduziram a oferta disponível neste início de ano.
A cebola liderou as altas entre os hortigranjeiros, com aumento de 52,16% na média ponderada. A redução nos envios de Santa Catarina indica o fim da safra nacional, abrindo espaço para a entrada do produto importado no mercado.
Outro destaque foi a cenoura, que teve valorização de 59,15%, puxada principalmente pela menor oferta e pelos custos logísticos mais elevados, especialmente relacionados ao aumento no preço dos combustíveis.
O levantamento reforça o impacto direto das condições climáticas, da oferta e dos custos de produção sobre o comportamento dos preços no mercado hortigranjeiro brasileiro.







