O Brasil deu novos passos para ampliar sua atuação no mercado chinês com o envio das primeiras cargas de DDGS (grãos secos de destilaria com solúveis) e também da farinha de vísceras de aves, produtos voltados principalmente à nutrição animal.
No caso do DDGS, derivado da produção de etanol de milho, a entrada no mercado da China ocorreu após negociações sanitárias entre os dois países, concluídas em 2025.
Primeiras cargas de DDGS

A liberação abriu caminho para que unidades brasileiras fossem autorizadas a exportar o produto ainda no mesmo ano. A primeira remessa em grande escala já foi entregue, com um navio transportando cerca de 62 mil toneladas até o porto de Nansha, em Guangzhou.
Já a farinha de vísceras de aves passou a ser enviada após a abertura do mercado chinês para esse item, oficializada em 2023.
A primeira carga embarcada marca o início de uma nova frente comercial para a indústria brasileira de reciclagem animal, que vê potencial de expansão nesse segmento.

Os embarques refletem a articulação entre entidades do setor produtivo e o governo brasileiro para viabilizar o acesso a novos mercados. A estratégia tem contribuído para diversificar os produtos exportados e ampliar a presença do país no comércio internacional.
A China segue como principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Com uma população de cerca de 1,4 bilhão de pessoas, o país asiático respondeu, em 2025, por mais de US$ 55 bilhões em compras de produtos agropecuários do Brasil, o que representa quase um terço de tudo o que o setor vendeu ao exterior.







