O comércio exterior brasileiro manteve trajetória positiva em 2026. Dados da balança comercial mostram que, até a quarta semana de julho, o país registrou superávit de US$ 48,9 bilhões no acumulado do ano, resultado 36,2% superior ao observado no mesmo período de 2025.
O desempenho foi sustentado pelo crescimento das exportações, que avançaram 11,2% e alcançaram US$ 212,36 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 163,46 bilhões, alta de 5,4%.
Balança comercial

A corrente de comércio, soma das exportações e importações, chegou a US$ 375,82 bilhões entre janeiro e a quarta semana de julho, um aumento de 8,6% na comparação anual.
Considerando apenas o desempenho de julho até a quarta semana, as exportações atingiram US$ 27,59 bilhões, crescimento de 9,7% em relação ao mesmo período do ano passado. As importações totalizaram US$ 21,05 bilhões, alta de 7%. Com isso, o saldo positivo da balança comercial foi de US$ 6,54 bilhões, avanço de 19,4%, enquanto a corrente de comércio alcançou US$ 48,63 bilhões.
Entre os setores exportadores, a agropecuária apresentou o maior ritmo de expansão em julho, com alta de 14,3% e vendas de US$ 6,4 bilhões. A indústria extrativa também registrou crescimento expressivo, de 11,4%, somando US$ 6,48 bilhões. Já a indústria de transformação exportou US$ 14,5 bilhões, avanço de 6,4%.
Aumento das exportações

No agronegócio, o aumento das exportações foi impulsionado principalmente pelas vendas de soja, que cresceram 24,6%, algodão em bruto, com alta de 33,9%, e produtos hortícolas frescos ou refrigerados, que avançaram 18,3%.
Na indústria extrativa, destacaram-se os embarques de minérios de níquel, outros minérios de metais de base e petróleo bruto. Já entre os produtos industrializados, tiveram forte crescimento as exportações de carne de aves, farelo de soja e óleos combustíveis.
Apesar do resultado positivo, alguns produtos registraram retração nas vendas externas. É o caso do milho, cujas exportações caíram 20,7%, do café não torrado, com recuo de 20,4%, e das frutas e nozes, que tiveram queda de 4,6%. Também houve redução nas exportações de minério de ferro, açúcar, automóveis de passageiros e aeronaves.
Nas importações, o crescimento foi puxado principalmente pela indústria extrativa, que avançou 29,5%, e pela indústria de transformação, com alta de 6,4%. Em contrapartida, as compras externas da agropecuária recuaram 9,8%.
Entre os produtos mais importados no período estão máquinas para processamento automático de dados, válvulas e componentes eletrônicos, combustíveis derivados de petróleo, gás natural e outros minérios metálicos. Por outro lado, houve redução nas importações de soja, trigo, fertilizantes brutos, inseticidas, motores industriais e plataformas flutuantes.







