O aumento da oferta de tomate no mercado atacadista provocou uma queda significativa nos preços durante o mês de junho nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país. Dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que o valor médio do produto recuou 15,85%, chegando a R$ 5,59 por quilo.
A ampliação da safra de inverno foi o principal fator para o movimento, favorecendo o abastecimento mesmo com o ritmo mais lento de maturação causado pelas baixas temperaturas.
Aumento da oferta de tomate

Entre as unidades pesquisadas, a maior retração foi registrada na Ceasa de Recife (PE), onde o preço médio do tomate caiu mais de 61%. Segundo a Conab, o aumento da disponibilidade do produto foi determinante para reduzir as cotações em grande parte do país.
No grupo das hortaliças, a batata apresentou comportamento mais equilibrado. Embora tenha encerrado junho com leve alta na média nacional, o produto ficou mais barato em importantes mercados, como Goiânia, Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte. O cenário foi impulsionado pelo avanço da colheita nos principais estados produtores, elevando a oferta disponível.
A cenoura também apresentou estabilidade nos preços. Enquanto algumas Ceasas registraram redução nas cotações, outras observaram aumento, resultado da regularização das condições climáticas nas regiões produtoras. Com clima mais favorável, a produção avançou e contribuiu para manter o mercado abastecido.
Na direção oposta, a cebola continuou acumulando valorização. Os preços subiram pelo quarto mês consecutivo, reflexo da transição entre safras e da redução da oferta proveniente da Região Sul. O abastecimento passou a depender, principalmente, da produção de Minas Gerais e de São Paulo.
A alface também voltou a ficar mais cara em boa parte das Ceasas pesquisadas. O frio típico do inverno reduz o desenvolvimento das plantas e limita a oferta, enquanto a demanda segue menor nesta época do ano, provocando oscilações expressivas entre os mercados.
Frutas

Entre as frutas, a melancia registrou a maior queda de preços em junho. Após três meses de valorização, a fruta ficou, em média, 24,02% mais barata nas Ceasas analisadas. De acordo com a Conab, a redução do consumo nas regiões Sul e Sudeste durante o inverno diminuiu a demanda e pressionou as cotações para baixo.
Além da melancia, laranja e maçã também apresentaram recuo nos preços no atacado, favorecidas pelo aumento da oferta e pelo comportamento mais moderado do consumo no período.







