A China informou, nesta sexta-feira (4), que aplicará uma tarifa de 34% sobre todos os produtos importados dos Estados Unidos.
A nova medida é uma resposta às tarifas elevadas anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na quarta-feira (2). O percentual definido por Pequim é o mesmo que Washington passará a cobrar sobre os produtos chineses.
Tarifa da china

O ministro das Finanças chinês, responsável pelo anúncio, afirmou que a nova tarifa entrará em vigor a partir de quinta-feira (10).
As tarifas impostas por Trump, afetando mercadorias de diversos países, geraram impactos negativos nos mercados financeiros globais. Além disso, as bolsas de valores asiáticas registraram quedas ainda mais acentuadas em relação ao dia anterior, enquanto a Europa também se dirige para perdas significativas, com uma redução de cerca de 6%.
O governo chinês tambémrevelou que começará a restringir a exportação de terras raras para os Estados Unidos. Esses materiais são essenciais para a fabricação de diversos produtos tecnológicos, como chips de celulares, computadores e cartões.
Entre os itens afetados estão samário, gadolínio, térbio, disprósio, lutécio, escândio e ítrio, com as novas restrições já começando a valer nesta sexta-feira.
Taxa no Brasil

O Brasil, por sua vez, não está entre os países mais prejudicados pelas tarifas mais elevadas. Seus produtos exportados para os EUA serão taxados com a tarifa mínima de 10%, conforme anunciado por Trump.
Outros países que também terão suas importações para os EUA tributadas em 10% incluem o Reino Unido, Singapura, Austrália, Nova Zelândia, Turquia, Colômbia, Argentina, El Salvador, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.
Em resposta às tarifas, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, criticou a medida anunciada nessa quarta-feira (2), mas apontou que, para o Brasil, essa situação pode representar uma “oportunidade”.