A redução dos alertas de desmatamento na Amazônia e no Cerrado marcou o ciclo entre agosto de 2025 e julho de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O levantamento aponta que a Amazônia registrou o menor índice da série histórica iniciada em 2016, enquanto o Cerrado também apresentou queda na área sob alerta, embora em ritmo mais moderado.
Desmatamento na Amazônia

Na Amazônia, os alertas totalizaram 2.874,38 quilômetros quadrados, uma retração de 36% em relação ao ciclo anterior. O resultado também ficou 55,6% abaixo da média registrada nos últimos dez períodos monitorados. Já no Cerrado, foram identificados 5.119,46 quilômetros quadrados de áreas sob alerta, volume 7,8% inferior ao observado entre agosto de 2024 e julho de 2025.
Entre os estados da Amazônia Legal, o Pará concentrou a maior extensão de áreas sob alerta, com 987,27 quilômetros quadrados, seguido por Mato Grosso (834,41 km²), Amazonas (433,9 km²), Roraima (272,6 km²), Acre (153,8 km²) e Rondônia (114,3 km²). Na comparação com o ciclo anterior, houve redução dos registros na maioria dessas unidades da federação, enquanto Roraima foi a exceção, com aumento de 32,5%.
No Cerrado, o Maranhão liderou em área sob alerta, somando 1.276,92 quilômetros quadrados. Em seguida aparecem Tocantins (1.189,9 km²), Piauí (568,23 km²), Mato Grosso (562,02 km²), Bahia (534,94 km²) e Minas Gerais (490,38 km²). Entre esses estados, Tocantins, Piauí e Bahia reduziram os alertas, enquanto Maranhão, Mato Grosso e Minas Gerais registraram crescimento.

Além dos dados do Deter, o Inpe também divulgou os resultados anuais do Projeto de Monitoramento do Desmatamento por Satélite (Prodes) para outros biomas brasileiros, referentes ao período entre agosto de 2024 e julho de 2025.
Na Caatinga, a área desmatada caiu 34,3%, passando de 3.484 para 2.289,54 quilômetros quadrados. Na Mata Atlântica, a supressão de vegetação recuou 15,32%, de 475 para 402,36 quilômetros quadrados, alcançando o menor índice da série histórica iniciada em 2001. O Pampa também apresentou redução expressiva, de 41,7%, com 305,48 quilômetros quadrados desmatados, o menor resultado já registrado para o bioma.







