Produtores do norte de Goiás e do centro-norte de Minas Gerais enfrentam dificuldades para manter o ritmo das atividades no campo diante da sequência de chuvas intensas e excesso de umidade no solo nas últimas semanas.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o avanço do milho segunda safra, cultivado após a colheita da soja, ocorre de forma mais lenta que o habitual devido à alta umidade no solo, que impede a circulação de máquinas e atrasa etapas fundamentais do manejo.
Excesso de umidade no solo e chuvas intensas

A condição encharcada das áreas tem limitado operações como adubação de cobertura e controle de pragas e plantas daninhas.
Além do impacto operacional, a continuidade das precipitações pode afetar o estabelecimento inicial das lavouras recém-semeadas, comprometendo a uniformidade e a população de plantas por hectare, fator decisivo para o potencial produtivo do milho.
Até então, as chuvas vinham sendo registradas de maneira irregular, embora com volumes elevados em pontos específicos. A tendência para os próximos dias, porém, indica acumulados ainda mais expressivos e abrangentes, com possibilidade de vários dias consecutivos de precipitação. Esse cenário amplia o risco de manutenção do solo saturado e dificulta a recuperação das áreas.
No caso do feijão primeira safra, a umidade excessiva durante a fase de maturação e colheita já interfere na qualidade dos grãos. A persistência das chuvas pode provocar desuniformidade na maturação, dificultando a definição do momento ideal de colheita e elevando as chances de perdas e de redução do padrão comercial do produto.
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Previsão mantém alerta para acumulados elevados

A previsão indica continuidade das chuvas ao menos até sábado (28), com volumes que podem ultrapassar 200 milímetros em áreas do centro-norte mineiro e do norte goiano. A tendência é de manutenção do excedente hídrico no solo ao longo da semana.
Nos municípios de Arinos e Porangatu, os dados de balanço hídrico apontam armazenamento elevado de água no solo, sem indicativo de déficit no curto prazo. A permanência desse cenário reforça a necessidade de planejamento criterioso das operações, especialmente quanto à trafegabilidade de máquinas.







