O mês de dezembro de 2025 foi marcado por chuva acima da média em grande parte do país, especialmente nas regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, enquanto áreas do Nordeste registraram volumes abaixo da média.
Além da precipitação elevada em diversas localidades, também houve temperaturas acima dos padrões históricos em algumas regiões.
Chuva acima de média

Os dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam que os maiores acumulados de chuva se concentraram principalmente no Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, enquanto extensas áreas do litoral e do interior nordestino enfrentaram um cenário de pouca chuva, evidenciando a irregularidade da distribuição ao longo do mês.
Na Região Norte, os volumes mais elevados foram registrados no sudoeste e centro do Amazonas, no Acre, no norte do Amapá, além de áreas do Pará, Rondônia e Tocantins, com totais que superaram os 200 milímetros em dezembro.
Em locais como Rio Branco (AC), Boca do Acre (AM) e Manaus (AM), a precipitação ficou significativamente acima da média climatológica, com alguns registros superando em mais de 60% o volume esperado para o período.
Região Nordeste e Centro Oeste

No Nordeste, as chuvas mais expressivas ocorreram no extremo oeste da Bahia e no sul do Maranhão e do Piauí, onde os acumulados ultrapassaram 120 milímetros. Municípios como Carolina, Balsas e Caxias, no Maranhão, figuraram entre os maiores registros do mês.
Por outro lado, predominou tempo seco em áreas do leste do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e no nordeste da Bahia, com volumes inferiores a 40 milímetros.
Em algumas localidades, a chuva ficou até 100 milímetros abaixo da média histórica, como observado em Zé Doca (MA), que registrou queda superior a 70% em relação ao esperado para dezembro.
No Centro-Oeste, dezembro foi caracterizado por chuvas mais regulares, com volumes acima de 150 milímetros na maior parte da região. A atuação de sistemas típicos do verão, como a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), além da alta umidade e do aquecimento diurno, contribuiu para esse cenário.
Destaques foram registrados em Cotriguaçu (MT), Paranoá (DF) e Diamantino (MT), com acumulados expressivos. Em contraste, Goiás e áreas do oeste e nordeste do Mato Grosso apresentaram déficits significativos de chuva, com volumes muito abaixo da média, como em Água Boa (MT), onde a precipitação foi inferior a 20 milímetros no mês.
Sudeste e Sul
Por fim, no Sudeste, prevaleceram chuvas acima de 150 milímetros em grande parte da região, especialmente no interior de São Paulo e em áreas do Triângulo Mineiro. A atuação de frentes frias, sistemas de baixa pressão e episódios da ZCAS favoreceu os altos acumulados em determinadas localidades.
Já na Região Sul, grande parte do território registrou chuvas acima de 150 milímetros, com destaque para áreas do Paraná e do Rio Grande do Sul. A passagem de frentes frias, associadas a sistemas de baixa pressão e à formação de ciclones extratropicais em áreas oceânicas próximas, intensificou os volumes de chuva ao longo do mês.
Cidades como Canguçu e Camaquã (RS), além de Dionísio Cerqueira (SC) e Maringá (PR), apresentaram acumulados significativamente acima da média climatológica. Por outro lado, o centro-leste do Paraná e partes de Santa Catarina registraram déficits de precipitação, com volumes até 75 milímetros abaixo da média histórica.







