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Florestas de eucalipto abastecem cerca de 40% da demanda do país, diz Embrapa

Essa madeira além de ser mais barata que a floresta nativa, é obtida num prazo muito mais curto.

Por Bruno Goulart
Publicado em 22/06/2023 às 11:00
Atualizado em 22/06/2023 às 11:10
florestas de eucalipto

Estudo foi conduzido pela Embrapa. Foto: Wenderson Araújo/CNA

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A Embrapa divulgou uma pesquisa que revelando que 40% da demanda de madeira no país é suprida por florestas comerciais de eucalipto.

Essa madeira de reflorestamento ocupa somente 1% do território nacional, totalizando menos de 10 milhões de hectares de plantações, sendo uma alternativa mais interessante para o mercado.

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Florestas de eucalipto X florestas nativas

O estudo mostra que a floresta de eucalipto, da espécie E. urophylla, uma das mais plantadas no Brasil e no mundo, além de ser muito mais barata que a floresta nativa, é obtida num prazo muito mais curto.

De acordo com o pesquisador Laerte Scanavacca Júnior, da Embrapa, uma espécie nativa da Floresta Amazônica ou da Mata Atlântica demora cerca de 100 anos para produzir madeira.

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Além disso, seu aproveitamento médio gira em torno de 30%, que somado ao preço do transporte por estar em locais de difícil acesso e muito longe do mercado consumidor, se torna menos viável.

Floresta Amazônica
Florestas nativas podem demorar cerca de 100 anos para produzir madeira. Foto: TV Brasil

Já a floresta de eucalipto demora cerca de 20 a 30 anos para produzir madeira, com aproveitamento de 40 a 60% e estão localizadas em áreas de fácil acesso.

Scanavacca ainda cita os mercados consumidores desses tipos de madeiras e alerta para uma necessária mudança em relação ao uso de madeiras nativas, afirmando que a madeira da Floresta Amazônica pode ser substituída com qualidade e preço pela madeira da  floresta comercial.

“Os setores de papel e celulose só utilizam madeira de reflorestamento, o setor siderúrgico ainda utiliza um pouco de madeira nativa, enquanto o único setor que a maior parte de madeira é nativa é o de produtos sólidos, como móveis e madeira para construção civil. Isso tem que mudar”, diz.

Correlação entre produtividade e propriedades tecnológicas da madeira

Madeira
Madeira obtida a partir de reflorestamento é mais viável para o mercado. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Segundo José Nivaldo Garcia, pesquisador da USP, o estudo revela que não há uma correlação entre a produtividade e as propriedades tecnológicas da madeira. Ele enfatiza que a maioria das empresas florestais realiza melhoramento genético com foco na produtividade, sem afetar as propriedades tecnológicas.

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Ou seja, é possível selecionar progênies mais produtivas para uso em marcenaria, com baixa densidade e encolhimento, ou em serrarias, com alta densidade, resistência ao cisalhamento, compressão e módulo de elasticidade.

Os resultados do experimento, avaliado quando a árvore tinha nove anos, mostraram que nessa idade o material é mais indicado para carpintaria. No entanto, por volta dos 20 anos, todas as propriedades mecânicas melhoraram.

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Com um programa de melhoramento genético adequado, é possível também adaptar a espécie para uso em serrarias, com maior teor de extrativos e baixa densidade e encolhimento, ou em carpintaria, com maior resistência mecânica das propriedades avaliadas.

Tags: aproveitamentoembrapafloresta Amazônicaflorestas comerciaisFlorestas de eucaliptomadeira

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