O Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no sul da Bahia, oficializou sua candidatura para integrar a lista de Patrimônio Mundial Natural da UNESCO.
Administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o parque é apontado como a principal referência em preservação marinha no Atlântico Sul, reunindo o maior conjunto recifal e uma das maiores diversidades de vida marinha da região.
Parque Nacional Marinho dos Abrolhos

A unidade está situada a cerca de 70 quilômetros da costa de Caravelas e ocupa aproximadamente 87 mil hectares. O território abriga ecossistemas estratégicos para a manutenção da biodiversidade e para o equilíbrio climático. A decisão final sobre o reconhecimento deve ser anunciada em julho de 2027.
A candidatura de Abrolhos acompanha um movimento recente de ampliação do reconhecimento internacional das unidades de conservação brasileiras. Depois de mais de duas décadas sem novos títulos de patrimônio natural, o país conquistou em 2024 e 2025 o reconhecimento de áreas ligadas ao Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses e ao Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, e agora apresenta Abrolhos como novo candidato.
Considerado o principal berçário das baleias-jubarte no Atlântico Sul, o arquipélago reúne recifes exclusivos, ilhas oceânicas e ampla diversidade de espécies.
Nos chamados “chapeirões”, formações recifais típicas da área, vivem corais endêmicos que só existem no Brasil. O parque também protege espécies ameaçadas, como o budião-azul, além de abrigar importantes populações de aves marinhas.
Além do valor ecológico, Abrolhos tem papel relevante na regulação do clima. Seus ambientes marinhos funcionam como reservatórios naturais de carbono, absorvendo dióxido de carbono da atmosfera e contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas.
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Patrimônios naturais brasileiros reconhecidos pela Unesco

O Parque Nacional do Iguaçu foi o primeiro sítio natural brasileiro reconhecido como Patrimônio Mundial, em 1986, destacando-se pelas cataratas e pela biodiversidade da Mata Atlântica.
Em 2000, a lista passou a incluir o Complexo de Conservação da Amazônia Central, que engloba o Parque Nacional do Jaú e o Parque Nacional de Anavilhanas, além de áreas protegidas do Pantanal, como o Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense.
No ano seguinte, foram reconhecidas as Ilhas Atlânticas Brasileiras, com destaque para Fernando de Noronha e Atol das Rocas, áreas consideradas entre os ecossistemas marinhos mais preservados do Atlântico Sul.
Também em 2001, entraram na lista as Áreas Protegidas do Cerrado, formadas pelo Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e pelo Parque Nacional das Emas, essenciais para a conservação da biodiversidade do bioma.







