O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) iniciou o ano com a primeira análise de risco climático e perspectivas de incêndios florestais no país.
Especialistas de órgãos federais e meteorologistas se reuniram para apresentar projeções para 2026, com foco na prevenção e no planejamento de respostas em todos os biomas brasileiros.
Incêndios florestais em 2026

Os dados apresentados servirão de base para ações coordenadas entre o governo federal, estados, municípios e sociedade civil.
Entre os indicadores divulgados, constam altas temperaturas, chuvas abaixo da média e histórico de déficit hídrico em regiões como Amazônia, Pantanal, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste. O cenário aponta maior vulnerabilidade a incêndios a partir de março e abril, com possibilidade de influência do fenômeno El Niño nos próximos meses.
Segundo a ministra Marina Silva, a redução de áreas atingidas por incêndios em 2025, 32% abaixo da média da última década, evidencia a importância de políticas preventivas e de parcerias bem articuladas entre sociedade, ciência e entes públicos.
Ela destacou também a relevância da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF), que estabelece diretrizes para o uso controlado do fogo, prevenção e combate a incêndios e conservação de ecossistemas.
Entre as ações do governo para prevenir e combater incêndios florestais estão:

- Maior contingente de brigadistas federais da história, com 4.385 profissionais entre Ibama e ICMBio, 26% a mais que em 2024.
- Ampliação da frota de helicópteros para combate e monitoramento, aumentando capacidade de transporte e lançamento de água.
- Recursos do Fundo Amazônia e do Ministério da Justiça para prevenção e combate fora da Amazônia, em estados do Cerrado e Pantanal, totalizando R$ 150 milhões.
- Sanção da Lei 15.143/2025, que agiliza contratação de brigadistas, autoriza uso de aeronaves estrangeiras em emergências e permite repasse de recursos do FNMA para estados e municípios.
- Planos de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas (PPCDs) para todos os biomas, com estratégias específicas até 2027.
- Criação da Sala de Situação Interministerial sobre Incêndios, reunindo ministérios e órgãos federais para monitoramento e respostas coordenadas.
- Campanhas de prevenção em áreas críticas, portarias e decretos que ampliam ações emergenciais e punições por incêndios florestais.
O encontro contou com representantes do Inpe, Inmet, Cemaden, ANA, Lasa/UFRJ, Ibama, ICMBio, além de secretarias estaduais de Meio Ambiente, procuradoria e sociedade civil.
O governo prevê a realização da primeira reunião da Sala de Situação de 2026 antes do Carnaval, com foco na articulação de medidas preventivas diante do cenário considerado mais crítico do que o registrado em 2025.







