O governo federal destinou mais R$ 337,5 milhões para ações de fiscalização ambiental, combate ao desmatamento e prevenção de incêndios florestais.
Com a liberação dos recursos por meio de medida provisória publicada nesta semana, o orçamento voltado a essas atividades alcança o maior patamar da série histórica, superando em 24% o volume registrado em 2025.
Combate a incêndios florestais

Os recursos serão direcionados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsáveis por operações de fiscalização e proteção ambiental em áreas federais.
Do total liberado, R$ 194,4 milhões serão aplicados pelo Ibama em ações de prevenção e controle de incêndios florestais, além de operações de fiscalização ambiental. O valor será utilizado para custear deslocamentos de equipes, contratação de brigadistas temporários, aquisição de equipamentos de proteção, locação de aeronaves e apoio logístico às atividades em campo.
Já o ICMBio contará com R$ 143,1 milhões para fortalecer a fiscalização e o combate ao fogo em unidades de conservação federais. Os investimentos incluem contratação e treinamento de profissionais, compra de equipamentos, ampliação de sistemas de monitoramento e reforço da estrutura operacional.
Segundo o governo, o reforço orçamentário busca ampliar a capacidade de resposta diante do aumento dos eventos climáticos extremos e do risco de incêndios em diferentes regiões do país. A medida também atende determinações do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas ao fortalecimento de políticas públicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento de incêndios florestais na Amazônia e no Pantanal.

Nos últimos anos, o país adotou novas estratégias para a gestão do fogo, incluindo a implementação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, sancionada em 2024. A iniciativa estabelece mecanismos de coordenação entre diferentes esferas de governo, produtores rurais, instituições de pesquisa e sociedade civil para ações preventivas e de controle.
Dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (Lasa), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), apontam que a área queimada no Brasil em 2025 ficou 39% abaixo da média observada entre 2017 e 2024. Entre os biomas, o Pantanal registrou redução de 91% na área afetada pelo fogo, enquanto a Amazônia apresentou queda de 75%. A Mata Atlântica e o Pampa tiveram recuos de 58% e 45%, respectivamente.







