A possibilidade de atuação do fenômeno climático El Niño entre o segundo semestre deste ano e o início de 2027 acendeu um alerta para o avanço das arboviroses no Brasil.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a tendência é de um evento com intensidade moderada a forte, condição que pode favorecer a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika.
Fenômeno El Niño e proliferação da dengue

Em razão desse cenário, o Ministério da Saúde divulgou uma nota técnica orientando estados e municípios a reforçarem as ações de prevenção e controle. A preocupação é sustentada por projeções do InfoDengue, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que indicam a possibilidade de o país registrar aproximadamente 1,7 milhão de casos de dengue em 2027.
De acordo com os órgãos técnicos, temperaturas mais elevadas e o aumento das chuvas em determinadas regiões podem criar condições favoráveis para o desenvolvimento do mosquito, principalmente pela formação de locais com água parada, utilizados como criadouros do vetor.
Entre as medidas recomendadas estão a identificação rápida dos primeiros casos para interromper a transmissão, o fortalecimento das equipes de vigilância, a reorganização das atividades dos agentes de combate às endemias e a adoção das tecnologias de controle vetorial indicadas pelo Ministério da Saúde.

A orientação também se estende à população, que deve eliminar possíveis focos de água parada em residências e arredores, além de procurar atendimento médico ao perceber sintomas compatíveis com as arboviroses.
Apesar da preocupação com os próximos meses, os indicadores de 2026 mostram redução na circulação dessas doenças. Até 20 de junho, o Brasil contabilizou 392,8 mil casos prováveis de dengue, uma queda de 73% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os registros de chikungunya também diminuíram, com redução de 46%.
As estimativas para 2027, no entanto, poderão ser revisadas conforme a evolução das condições climáticas e a atualização dos modelos epidemiológicos utilizados pelos órgãos de monitoramento.







