O Brasil voltou a ter autorização para exportar produtos avícolas de todo o território nacional, com exceção das áreas sob restrição sanitária em Santa Catarina, após a revisão das medidas impostas por parceiros comerciais devido a um foco da doença de Newcastle.
A retomada foi concluída nesta sexta-feira (6), quando o Uruguai reconheceu a regionalização sanitária brasileira e liberou novamente as importações provenientes dos demais estados.
As restrições haviam sido adotadas por diferentes países após a confirmação de um foco da doença em uma granja comercial de perus, em 18 de outubro de 2026, no município de Nova Itaberaba, no Oeste catarinense.
Com a decisão uruguaia, nenhum país mantém, neste momento, bloqueios comerciais que atinjam simultaneamente todas as unidades da Federação. As limitações que ainda estão em vigor se aplicam a produtos provenientes de Santa Catarina.

Restrições afetam cerca de 3% das exportações mensais
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a manutenção das restrições apenas para Santa Catarina representa um impacto estimado de 15 mil toneladas por mês nas exportações brasileiras de produtos avícolas.
O volume equivale a aproximadamente 3% da média mensal exportada pelo Brasil, que gira em torno de 500 mil toneladas.
Entre os países que revisaram as medidas está a China, um dos principais compradores de produtos avícolas brasileiros. O país asiático alterou a decisão em menos de 24 horas após a ocorrência sanitária.
A regionalização sanitária permite que os mercados importadores considerem a localização do foco da doença para definir o alcance das restrições. Assim, as medidas comerciais podem ficar limitadas à região afetada, sem atingir necessariamente a produção de outros estados.
Onze países ainda restringem produtos de Santa Catarina
Apesar da retomada das exportações dos demais estados, onze países continuam com restrições à compra de produtos avícolas provenientes de Santa Catarina.
A área de restrição definida pelo Ministério da Agricultura abrange os municípios de Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim. Produtos originários dessa região não podem ser destinados à exportação, conforme os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil na área de saúde animal.
O governo brasileiro mantém negociações com os parceiros comerciais para que as limitações sejam reduzidas à área efetivamente afetada, seguindo os princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

Segundo o Mapa, a negociação envolveu equipes da Defesa Agropecuária, da área de Comércio e Relações Internacionais e do Ministério das Relações Exteriores.
Durante o período, foram realizadas investigações epidemiológicas, ações de contenção e vigilância sanitária, além do envio de informações às autoridades estrangeiras sobre a situação da doença e as medidas de controle adotadas.
O Ministério da Agricultura informa que os produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanecem seguros para o consumo e não apresentam contraindicações aos consumidores.







