Produtores rurais de Mato Grosso devem reforçar os cuidados com a sanidade das aves para evitar a entrada da doença de Newcastle nas propriedades.
A orientação foi divulgada após a confirmação de novos focos da enfermidade em Santa Catarina e a identificação do vírus em pombos de vida livre no estado.
Doença de Newcastle nas propriedades avícolas

No território mato-grossense, as recomendações estão reunidas na Nota Técnica nº 00016/2026, emitida pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) em 28 de outubro. O documento orienta produtores e médicos-veterinários a intensificarem os procedimentos de biosseguridade, tanto em granjas comerciais quanto em pequenas criações domésticas.
Entre as medidas indicadas está a instalação e manutenção de barreiras físicas para impedir a entrada de aves silvestres nos galpões. Telas, portas e cortinas devem ser verificadas regularmente, assim como os locais de armazenamento de ração, comedouros e bebedouros. A recomendação também inclui manter as áreas externas limpas, retirar restos de alimentos e adotar estratégias de controle de pragas.
A higienização de veículos, rodas e equipamentos também deve ser intensificada. Outra orientação é utilizar roupas e calçados exclusivos nas áreas de criação, além de limitar a circulação de pessoas e veículos nas propriedades e registrar os acessos.

O último caso de doença de Newcastle registrado em Mato Grosso ocorreu em outubro de 2006. Apesar do intervalo de 20 anos sem ocorrências no estado, o Indea reforça a importância da vigilância para evitar a introdução do vírus e possíveis impactos na produção avícola.
De acordo com o assessor técnico de Pecuária da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Marcos Carvalho, a prevenção depende da participação dos produtores e da identificação rápida de possíveis sinais da doença.
Entre os sintomas que exigem atenção estão diarreia, torcicolo, secreção nasal, redução repentina na produção de ovos e aumento da mortalidade das aves.







