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Método identifica remotamente contaminação da água subterrânea em áreas agrícolas

Conceito Embrapa tem aplicação nas avaliações de risco ambiental de defensivos agrícolas; é apropriado às condições brasileiras, com sua diversidade de clima e solos.

Por Janaina Honorato
Publicado em 18/02/2024 às 17:56
Conceito Embrapa tem aplicação nas avaliações de risco ambiental de defensivos agrícolas.

Conceito Embrapa tem aplicação nas avaliações de risco ambiental de defensivos agrícolas. Foto: Divulgação

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A Embrapa Territorial desenvolveu um método para identificar áreas agrícolas mais vulneráveis à contaminação de água subterrânea, baseado na análise de dados geoespaciais.

O método tem aplicação principalmente nas avaliações de risco ambiental de defensivos agrícolas solicitadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) para registro de novos produtos.

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É apropriado às condições brasileiras, com sua diversidade de clima e solos.
É apropriado às condições brasileiras, com sua diversidade de clima e solos. Foto: Divulgação

Método identifica contaminação da água em áreas agrícolas

A aplicação de defensivos agrícolas pode gerar resíduos e o processo de lixiviação no solo resultar na contaminação da água subterrânea. Para identificar os cenários críticos, ou seja, as condições mais propícias à contaminação, foi utilizado um modelo que considera, entre outros fatores, o tipo de solo e sua umidade, a profundidade do lençol freático ou aquífero e o tempo que o agrotóxico levaria para chegar até eles.

Quanto maior esse tempo, mais ele fica exposto aos processo de degradação no solo e menores as chances de ocorrer contaminação. Os pesquisadores buscaram um modelo que não subestimasse os riscos.

Uma das vantagens do novo método é ser apropriado às condições brasileiras, com sua diversidade de clima e solos. Até o momento, as análises seguem procedimentos da Agência de Proteção Ambiental (EPA), baseados no cenário dos Estados Unidos.

A publicação disponibilizada em dezembro traz uma aplicação do método no estado de São Paulo, para três culturas agrícolas mais representativas no estado: cana-de-açúcar, citros e soja. Esse trabalho aponta, por exemplo, que os cenários mais críticos para contaminação de águas subterrâneas estão em 1% da área de soja, 1,6% da área com cana-de-açúcar e 4,1% da área com citros.

Os resultados do estudo foram obtidos em um projeto cofinanciado pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e publicados pela Embrapa no final de 2023.

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Banco de dados

O maior desafio da equipe foi estimar a profundidade dos lençóis freáticos e o que se chama de umidade do solo na capacidade de campo, isto é, um solo que não está seco nem úmido demais, o que só foi possível após várias equações e vários bancos de dados para chegar a informação.

Para esse trabalho, foi organizado um banco de dados georreferenciados em escala 1:750.000 com as características físicas, químicas e hidráulicas dos solos no estado, que está disponível na Infraestrutura de Dados Espaciais da Embrapa (GeoInfo).

Análise é feita com dados geoespaciais e serão incluídos em plataforma.
Análise é feita com dados geoespaciais e serão incluídos em plataforma. Foto: Divulgação

Importância do estudo

O estudo em parceria com a Embrapa Agricultura Digital faz a identificação de cenários com base no índice de vulnerabilidade das águas subterrâneas, o que deve auxiliar a tomada de decisão nos processos regulatórios e no ordenamento territorial de atividades potencialmente poluidoras.

Os valores de parâmetros dos cenários críticos apresentados no estudo serão incluídos na base de dados da tecnologia ARAquá, disponível na versão ARAquáWeb. Esta tecnologia é recomendada pelo Ibama, desde 2013, para a avaliação de riscos ambientais nos processos de registro de defensivos agrícolas e contribui para prever a contaminação de água superficial e subterrânea.

O trabalho tem potencial para ser expandido para outras regiões do País, onde novos trabalhos estão sendo planejados para, com os dados necessários disponíveis e com alguns ajustes, aplicar o método em outras partes do território brasileiro.

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Tags: áreas agrícolasCNPQcontaminação da águadados geoespaciaisdefensivos agrícolasembrapaIbamalençol freático

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