O agronegócio do Espírito Santo encerrou 2025 com receitas de US$ 3,21 bilhões em exportações, o equivalente a cerca de R$ 17,2 bilhões.
O resultado representa o segundo maior valor já registrado pelo Estado na série histórica. Ao longo do ano, foram embarcadas aproximadamente 2,4 milhões de toneladas de produtos para 133 países, e o setor respondeu por 30,7% de todas as vendas externas capixabas.
Agronegócio do Espírito Santo

A composição da pauta exportadora segue concentrada em produtos tradicionais, mas com espaço crescente para itens de maior valor agregado.
O café e seus derivados lideraram as vendas externas, com US$ 1,79 bilhão, o que corresponde a 55,7% do total. A celulose aparece na sequência, com US$ 862,6 milhões e participação de 26,9%. A pimenta-do-reino ocupou o terceiro lugar, somando US$ 347,2 milhões e 10,8% da pauta.
O principal destaque do ano foi a pimenta-do-reino, que registrou crescimento expressivo. Em valor, as exportações avançaram 113%, enquanto o volume embarcado aumentou 58%, alcançando o maior faturamento da história do produto no Espírito Santo. O Estado foi responsável por cerca de 69% de toda a pimenta exportada pelo Brasil em 2025.
Outros produtos também contribuíram para o resultado, como gengibre, carne bovina, mamão, chocolates e derivados de cacau, álcool etílico, ovos e pescados. Juntos, esses segmentos reforçam a diversificação das exportações do Estado e ampliam a presença em nichos específicos do mercado internacional.
Liderança do ranking

Os Estados Unidos lideraram o ranking de destinos do agro capixaba, com participação de 20,5% e compras que somaram US$ 658,3 milhões. Em seguida aparecem a Turquia, responsável por 7,3% das exportações, com US$ 235,5 milhões, e o México, com 5,6%, totalizando US$ 178,7 milhões.
Na comparação com 2024, houve retração de 11,2%. O recuo, no entanto, ocorre após um ano considerado atípico, marcado por volumes e preços elevados no mercado internacional. Em 2025, o cenário foi mais desafiador, influenciado por mudanças nas políticas comerciais dos Estados Unidos e por ajustes globais na demanda.
Segundo o secretário estadual de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, o desempenho deve ser analisado dentro do contexto do ciclo recente do setor. Ele destaca que o resultado de 2024 foi impulsionado por fatores pontuais, como a antecipação de compras de café por países da União Europeia e a valorização das commodities no mercado externo, o que elevou a base de comparação para 2025.







