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Banco de dados detalha sete espécies de pescado para impulsionar proteínas alternativas

Levantamento detalha as propriedades físicas, químicas, funcionais e sensoriais dos peixes e crustáceos.

Por Arieny Alves
Publicado em 15/10/2025 às 16:14
Atualizado em 15/10/2025 às 16:19
Banco de dados detalha sete espécies de pescado para impulsionar proteínas alternativas

Foto: Fabíola Fogaça/Embrapa

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Pesquisadores da Embrapa Agroindústria de Alimentos e do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM) desenvolveram um banco de dados inédito sobre sete espécies de pescado de relevância econômica e alto consumo no Brasil.

O levantamento detalha as propriedades físicas, químicas, funcionais e sensoriais dos peixes e crustáceos, oferecendo subsídios essenciais para a indústria de proteínas alternativas, que busca reproduzir o sabor, a textura e a aparência dos produtos de origem animal.

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Banco de dados inédito sobre sete espécies de pescado

Pescados
Foto: Envato

Coordenado pela pesquisadora da Embrapa Fabíola Fogaça, o estudo reúne informações sobre garoupa, robalo, bijupirá, atum bigeye, atum albacora, camarão cinza e salmão-do-atlântico, este último utilizado como referência por possuir uma cadeia produtiva consolidada e padrões bem estabelecidos.

A pesquisa analisou, de forma padronizada, parâmetros químicos como o pH, responsável por indicar o grau de acidez do músculo do peixe. Esse dado é determinante para compreender o frescor, prever a durabilidade e orientar o desenvolvimento de produtos plant-based e cell-based mais próximos do pescado in natura.

Outro foco do estudo foi o perfil de compostos aromáticos voláteis, pequenas moléculas responsáveis pelo aroma característico de cada espécie, como aldeídos, cetonas e álcoois. Essa “impressão digital química” do cheiro do pescado pode auxiliar a indústria a criar aromas mais fiéis.

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proteinas alternativas
Foto: Divulgação/Embrapa

A aparência também foi objeto de análise. A cor, a microestrutura muscular e a textura foram avaliadas tanto em amostras cruas quanto cozidas, aspectos fundamentais para a aceitação visual e sensorial dos produtos alternativos. A coloração, em especial, é um dos principais critérios de escolha do consumidor, que associa o tom da carne à frescura e à qualidade.

O estudo ainda investigou a organização das fibras musculares, identificando detalhes como espessura e espaçamento. Esses dados explicam diferenças de textura entre espécies, como o desfiar característico do salmão ou a firmeza do camarão, e orientam a indústria na reprodução dessas sensações em produtos à base de plantas ou de carne cultivada.

Com a nova base de informações, a pesquisa oferece uma ferramenta valiosa para o avanço do mercado de proteínas alternativas no país, contribuindo para o desenvolvimento de alimentos mais sustentáveis e semelhantes aos produtos do mar tradicionais.

  • Economia: Pecuária brasileira impulsiona agronegócio com sustentabilidade e recordes de produção
Tags: Banco de dadosespéciespescadosproteínas alternativas

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