A retirada da Sigatoka-negra da lista de pragas quarentenárias presentes no Brasil foi oficializada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), conforme a Portaria nº 1.577, publicada em março de 2026.
A mudança altera o status sanitário da doença no país, mas não elimina a necessidade de controle e monitoramento por parte dos produtores.
Retirada da Sigatoka-negra da lista de pragas quarentenárias

De acordo com a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), a exclusão da praga, causada pelo fungo Pseudocercospora fijiensis, ocorreu em razão da ampla disseminação do agente no território nacional, já identificado em grande parte dos estados brasileiros.
Mesmo com a nova classificação, o órgão estadual informa que seguirá mantendo áreas livres e regiões sob sistema de mitigação de risco, especialmente para garantir o fluxo de comercialização com mercados mais exigentes.
As exigências relacionadas à documentação fitossanitária também permanecem em vigor. A emissão da Certificação Fitossanitária de Origem (CFO) e da Permissão de Trânsito de Vegetais (PTV) continua obrigatória, principalmente devido à presença de outra praga relevante para a cultura da banana, a Ralstonia solanacearum raça 2, conhecida como moko da bananeira.
Além das normas federais, regras estaduais seguem regulamentando o transporte e a comercialização de mudas, frutos e demais partes da planta em Goiás.
Entre elas estão instruções normativas que tratam tanto das condições técnicas quanto da emissão de documentos como a Autorização de Trânsito Vegetal (ATV), a versão consolidada (ATVC) e a Ficha de Inspeção Fitossanitária (FIF), utilizadas no controle interno da produção.
Ameaças à bananicultura

Considerada uma das principais ameaças à bananicultura mundial, a Sigatoka-negra pode provocar perdas severas de produtividade. A doença atinge as folhas da planta, reduzindo sua capacidade de fotossíntese e, em casos sem controle, pode comprometer totalmente a produção.
Condições como alta umidade, temperaturas elevadas e ação do vento favorecem a propagação do fungo, que já está presente na maior parte do território brasileiro desde o fim da década de 1990.







