O desenvolvimento das lavouras de trigo e do milho segunda safra apresentou resultados positivos na maior parte das regiões produtoras do país durante o mês de junho.
É o que aponta a 6ª edição do Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgada nesta quinta-feira (25) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com base nas condições observadas entre os dias 1º e 21 de junho.
Lavouras de trigo

Segundo o levantamento, o trigo registrou aumento no índice de vegetação em todas as regiões monitoradas na comparação com a safra anterior, indicando bom desenvolvimento das lavouras.
A cultura foi favorecida pela combinação de umidade adequada no solo e temperaturas mais baixas, principalmente na Região Sul, responsável pela maior parte da produção nacional.
Até o período analisado, 74,3% da área prevista para o cultivo havia sido semeada e 55,1% das lavouras estavam na fase de desenvolvimento vegetativo. No Rio Grande do Sul, o plantio avançou em todas as regiões, enquanto no Paraná começou a fase de floração.
O boletim também mostra que o milho segunda safra manteve desempenho semelhante ao da temporada passada em praticamente todas as áreas monitoradas. Cerca de 60,7% das lavouras já estavam em fase de maturação.
Em Mato Grosso, o clima seco favoreceu tanto a evolução da cultura quanto o início da colheita, com produtividade acima das estimativas iniciais. Já em Goiás e Minas Gerais, a escassez de chuvas registrada entre abril e maio prejudicou parte das lavouras durante o período reprodutivo.
Condições climáticas

Em relação às condições climáticas, os maiores volumes de chuva foram registrados na Região Norte, especialmente no noroeste do Amazonas, em Roraima e no norte do Amapá. Nessas áreas, a umidade do solo favoreceu o desenvolvimento do milho segunda safra no Pará e também do feijão e do milho terceira safra na região do Sealba, formada por áreas de Sergipe, Alagoas e do nordeste da Bahia.
No Nordeste, as precipitações ficaram dentro do esperado para a época, concentradas principalmente no litoral. Já no interior, incluindo o Matopiba, região que abrange partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a ausência de chuvas contribuiu para reduzir a umidade do solo, condição considerada favorável para lavouras que estavam em fase de maturação e colheita.
Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, o predomínio do tempo seco foi acompanhado por chuvas isoladas que ajudaram a recompor parte da umidade do solo. O cenário beneficiou cultivos mais tardios de milho segunda safra e sorgo. Por outro lado, lavouras de algodão e de milho em fase de maturação sofreram impactos na qualidade dos grãos e registraram atraso no início da colheita.
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