As exportações de café no Brasil somaram 3,04 milhões de sacas de 60 quilos em março deste ano, com receita cambial de US$ 1,125 bilhão.
O desempenho representa retração de 7,8% no volume exportado e de 15,1% no faturamento em relação ao mesmo mês de 2025, conforme dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
Exportações de café

Apesar do resultado mensal negativo, o acumulado da safra 2025/2026, considerando os nove primeiros meses, registra 29,093 milhões de sacas exportadas.
O volume é 21,2% menor que o observado no mesmo período anterior. Em contrapartida, a receita cambial atingiu US$ 11,431 bilhões, com leve alta de 2,9% na comparação anual.
No recorte do primeiro trimestre de 2026, o Brasil embarcou 8,465 milhões de sacas, uma queda de 21,2% frente ao mesmo intervalo do ano passado. A receita gerada no período foi de US$ 3,371 bilhões, também inferior ao registrado em 2025, com recuo de 13,6%.
Segundo avaliação do Cecafé, o desempenho mais fraco está ligado ao período de entressafra da cafeicultura brasileira, além de fatores financeiros que impactam a comercialização por parte dos produtores.
Mercados compradores mantêm liderança europeia

Entre os principais destinos do café brasileiro, a Alemanha segue na liderança no primeiro trimestre, com a importação de 1,192 milhão de sacas, equivalente a 14,1% do total exportado, apesar da redução frente ao ano anterior.
Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 936,6 mil sacas adquiridas e participação de 11,1%, também com queda expressiva na comparação anual. Na sequência, estão Itália, Bélgica e Japão, com desempenhos variados, destaque para o crescimento das compras italianas e belgas.
O café arábica manteve a liderança nas exportações brasileiras, com 6,712 milhões de sacas no primeiro trimestre, o que corresponde a 79,3% do total. Ainda assim, o volume é significativamente inferior ao do mesmo período de 2025.
O café solúvel aparece em seguida, com 963 mil sacas embarcadas e participação de 11,4%. Já os cafés do tipo canéfora (conilon e robusta) somaram 780,9 mil sacas, registrando crescimento na comparação anual. O segmento de café torrado e moído teve participação residual nas exportações.
Cafés diferenciados
Os cafés diferenciados que incluem produtos com certificação, sustentabilidade ou qualidade superior, representaram 19,1% das exportações no primeiro trimestre, com 1,618 milhão de sacas enviadas ao exterior. O volume é 42,7% menor que o registrado no mesmo período de 2025.
Mesmo com a retração, esse segmento gerou receita de US$ 730,7 milhões, respondendo por 21,7% do total arrecadado com exportações de café. O preço médio ficou em US$ 451,56 por saca.
A Alemanha também lidera entre os principais destinos desse tipo de produto, seguida por Itália, Bélgica, Estados Unidos e Holanda.







