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Feijão carioca se valoriza enquanto feijão preto registra queda acentuada, aponta CNA

Diferença de qualidade e regiões influencia nas cotações do feijão, com altas para grãos premium e quedas para tipos mais comuns.

Por Arieny Alves
Publicado em 27/08/2025 às 12:04
Feijão carioca se valoriza enquanto feijão preto registra queda acentuada, aponta CNA

Foto: Envato

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O mercado de feijão tem mostrado comportamento distinto para os tipos “carioca” e “preto”, segundo dados do Indicador Cepea/CNA.

Para o feijão carioca de maior qualidade (Notas 9 ou superior), a combinação da colheita avançada e do armazenamento em câmaras frias contribuiu para reduzir a oferta disponível e sustentar os preços.

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Mercado de feijão

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Foto: Envato

Com base nos dados, entre 14 e 21 de agosto, a média da saca de 60 kg atingiu R$ 224,28 no Centro/Noroeste de Goiás, enquanto o Leste Goiano registrou R$ 209,56. Em Minas Gerais, o Noroeste chegou a R$ 215,71 e o Triângulo/Alto Paranaíba a R$ 212,00.

Em Itapeva (SP), o preço se manteve firme em R$ 241,51. Apesar da recuperação, algumas regiões ainda operam abaixo das médias acumuladas desde setembro de 2024, como o Leste Goiano e Sorriso (MT).

Para os lotes de feijão carioca de qualidade intermediária (Notas 8 e 8,5), os preços variam conforme o padrão dos grãos. Os mais claros e de peneira elevada registram valorização, enquanto os de menor qualidade continuam pressionados.

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Feijão
Foto: Envato

No Leste Goiano, a saca ficou em R$ 192,62, em Itapeva R$ 206,18, e no Noroeste de Minas houve leve alta para R$ 201,37. Já em Sorriso, as cotações recuaram para R$ 173,33, refletindo a preferência do mercado por lotes mais recentes da safra 2024/25. Algumas praças, como Itapeva e Leste Goiano, ainda registram preços abaixo da média histórica.

O feijão preto Tipo 1 enfrenta cenário diferente. A ampla oferta mantém o ritmo de negociações lento e os preços bem abaixo das médias históricas e do preço mínimo estabelecido pela Conab, de R$ 152,91 por saca. Em Curitiba (PR), a saca foi cotada a R$ 128,39, e na Metade Sul do estado a R$ 117,30, frente a médias históricas de R$ 195,65 e R$ 192,84, respectivamente. No Nordeste do Rio Grande do Sul, a queda chegou a 10,5%, com a saca valendo R$ 120,83.

Diante desse cenário, o assessor técnico da CNA, Tiago Pereira, destacou que o governo federal anunciou leilões públicos de feijão por meio da Conab, como medida para equilibrar o mercado.

  • Agricultura: Fiocruz alerta para casos de encefalite equina venezuelana no Amazonas
Tags: armazenamentoCNAcolheita de feijãofeijão cariocafeijão preto

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