O governo da França anunciou neste domingo (4) a suspensão da importação de frutas e outros produtos agrícolas oriundos da América do Sul e de regiões que não atendam aos padrões sanitários da União Europeia.
A medida atinge itens como abacate, manga, goiaba, frutas cítricas, uvas e maçãs que apresentem resíduos de substâncias vetadas no bloco europeu.
Suspensão da importação de frutas

A decisão foi comunicada pelo primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, e pela ministra da Agricultura, Annie Genevard, por meio de publicações na rede social X. Segundo o governo, a entrada desses produtos ficará condicionada à comprovação de que não contêm resíduos de defensivos agrícolas proibidos pelas normas europeias.
Entre as substâncias citadas estão o mancozebe, o glufosinato, o tiofanato-metílico e o carbendazim, cujo uso não é autorizado na União Europeia.
De acordo com Genevard, frutas como melões, maçãs, damascos, cerejas, morangos, uvas e até batatas só poderão ser comercializadas no país se estiverem em conformidade com as regras sanitárias francesas. Produtos importados da América do Sul e de outras regiões seguirão o mesmo critério.
O anúncio ocorre em meio a uma série de protestos de agricultores franceses, que têm promovido bloqueios e manifestações contra o acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul. A assinatura do tratado, prevista inicialmente para 2024, foi adiada para janeiro, aumentando a pressão do setor agrícola sobre o governo francês.
Defensivos agrícolas

No Brasil, o tema dos defensivos agrícolas também ganhou destaque em 2025. Dados do Ministério da Agricultura indicam que o país registrou um número recorde de novos produtos, com 912 defensivos aprovados ao longo do ano.
Apesar de ainda não haver números consolidados sobre o uso total desses insumos, um levantamento da Kynetec Brasil, encomendado pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal (Sindiveg), aponta que a área tratada com defensivos cresceu 3,1% no primeiro semestre de 2025 em comparação com o mesmo período do ano anterior, superando 1,1 bilhão de hectares.







