Goiás deve manter destaque nacional na safra de milho na safra 25/26, mesmo após registrar um ciclo histórico no ano anterior.
De acordo com o 8º Levantamento da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o estado tem previsão de colher 11,88 milhões de toneladas do cereal, resultado que pode representar a segunda maior produção já registrada em território goiano.
Safra de milho 25/26

Os números colocam Goiás entre os principais produtores do país. Atualmente, o estado ocupa a terceira posição no ranking nacional de produção de milho e a quarta em área cultivada. A projeção para a próxima safra aponta cultivo em 1,89 milhão de hectares, com produtividade média estimada em 6.255 quilos por hectare.
Embora o volume previsto seja inferior ao recorde alcançado em 2024/25, quando a colheita somou 14,26 milhões de toneladas, a expectativa ainda supera o desempenho da safra 2023/24, que registrou 11,33 milhões de toneladas.
Além da produção agrícola, o milho tem ganhado importância na indústria de bioenergia em Goiás. O avanço das usinas de etanol à base do cereal ampliou a demanda interna e fortaleceu a cadeia produtiva local. A estimativa é que a produção goiana de etanol de milho chegue a 782,5 milhões de litros na safra 2025/26. Para comparação, em 2018/19 o volume produzido era de 190,8 milhões de litros.
O processamento do milho também gera subprodutos utilizados principalmente na alimentação animal, como os DDGS, empregados nas cadeias da avicultura, suinocultura e pecuária confinada.
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O crescimento da agroindústria ligada ao cereal também tem refletido nas exportações. Dados da Plataforma Aroeira mostram avanço nos embarques de derivados de milho no primeiro quadrimestre de 2026. Entre janeiro e abril, Goiás exportou US$ 15,1 milhões nesses produtos, valor 81,2% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
O volume exportado passou de 8,7 mil para 14,9 mil toneladas, enquanto o preço médio por tonelada também apresentou aumento. Entre os itens enviados ao exterior estão amido, farinha, óleo de milho e outros subprodutos destinados às indústrias alimentícia, química e de nutrição animal.







