A semeadura do trigo no Brasil está próxima da conclusão e já ocupa 94,7% da área prevista para a safra, conforme acompanhamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Nos principais estados produtores da Região Sul, o desenvolvimento das lavouras ocorre, até o momento, sob condições consideradas favoráveis, embora a previsão de chuvas intensas nos próximos dias acenda um sinal de alerta para produtores.
Semeadura de trigo no Brasil

No Rio Grande do Sul, o plantio já foi realizado em cerca de 87% da área estimada. As lavouras se encontram, em sua maioria, nas fases iniciais de desenvolvimento vegetativo e perfilhamento.
No Paraná, o excesso de chuva registrado no início de julho, especialmente nas regiões oeste e sudoeste, elevou a incidência de doenças fúngicas e manchas foliares. Já em Santa Catarina, o predomínio do tempo seco favoreceu a germinação das sementes e a emergência das plantas.
Nos três estados, grande parte das áreas cultivadas está entre os estágios vegetativo e reprodutivo, período em que a necessidade de água aumenta devido ao crescimento acelerado das plantas. Até agora, a distribuição das chuvas e as temperaturas mais baixas contribuíram para o bom desenvolvimento das lavouras.
Precipitações em julho

No município de Cruz Alta, no noroeste gaúcho, as precipitações foram bem distribuídas durante a segunda quinzena de junho. No entanto, a partir do início de julho houve redução significativa das chuvas, com predomínio de tempo seco até meados do mês.
Durante esse período, também foram registradas baixas temperaturas e geadas de fraca intensidade, condições que favoreceram o perfilhamento do trigo sem provocar danos relevantes às plantações.
A previsão para os próximos dias indica aumento gradual das temperaturas, com máximas que podem superar 27°C entre os dias 17 e 18 de julho. O tempo deve permanecer estável no curto prazo, o que exige atenção ao nível de umidade do solo, já que a demanda hídrica das plantas cresce nesta fase do ciclo.
Apesar desse cenário inicial, a expectativa para a segunda quinzena de julho é de mudança nas condições climáticas. Modelos meteorológicos apontam a formação de uma área de baixa pressão sobre a Argentina, favorecendo o retorno das chuvas ao Rio Grande do Sul e ao extremo sul de Santa Catarina. Em algumas regiões, os acumulados podem ultrapassar 150 milímetros, aumentando o risco de temporais.







