O acompanhamento das lavouras realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica que o trigo irrigado cultivado em Goiás apresenta desenvolvimento satisfatório, com a maior parte das áreas atualmente na fase de florescimento.
Em Minas Gerais, o tempo seco registrado na primeira semana de julho contribuiu para o avanço da colheita do feijão de segunda safra, que já alcança cerca de 90% da área cultivada.
Trigo cultivado em Goiás

Nas áreas restantes, as plantas encontram-se em fase de maturação, passando pelo processo de dessecação e secagem natural dos grãos antes da colheita.
Além das observações em campo, o desenvolvimento das culturas também é acompanhado por meio da soma térmica, ou graus-dia, metodologia que mede o acúmulo de calor necessário para que as plantas avancem em cada etapa do ciclo produtivo. O método permite estimativas mais precisas sobre o desenvolvimento das lavouras ao considerar as condições climáticas, em vez de utilizar apenas o calendário agrícola.
Para avaliar esse comportamento, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) utilizou o Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (SISDAGRO) em simulações com trigo irrigado de ciclo médio em Cristalina (GO), semeado em 15 de abril, e feijão irrigado de ciclo médio em Unaí (MG), plantado em 20 de abril. Os resultados comparam o desempenho das safras de 2025 e 2026.

No caso do trigo em Cristalina, a evolução do ciclo foi semelhante nos dois anos, mas a safra de 2026 apresentou ritmo ligeiramente mais acelerado de acúmulo térmico. Aos 60 dias após a semeadura, a cultura havia acumulado cerca de 1.003 graus-dia, acima dos aproximadamente 973 graus-dia registrados no mesmo período da safra anterior.
Em 2025, a cultura atingiu o patamar de referência para maturação, de 1.450 graus-dia, aos 95 dias após a semeadura. Já em 2026, até 8 de julho, o trigo acumulava 1.367,1 graus-dia aos 84 dias de cultivo, indicando que restava uma pequena parcela do acúmulo térmico necessário para alcançar a maturação, cenário compatível com as observações realizadas nas lavouras.
O comportamento do feijão irrigado em Unaí também demonstrou evolução mais rápida em 2026. A cultura alcançou a soma térmica considerada necessária para a maturação, de 1.100 graus-dia, aos 76 dias após a semeadura. Na safra anterior, esse mesmo estágio foi atingido somente aos 84 dias, evidenciando um ciclo mais curto favorecido pelas condições térmicas registradas neste ano.







