O mercado brasileiro de feijão começou julho mantendo a dinâmica observada ao longo dos primeiros meses do ano, com comportamentos distintos entre os diferentes padrões de qualidade dos grãos.
De acordo com o indicador Cepea/CNA, a disponibilidade de produto e o ritmo das negociações continuam influenciando a formação dos preços em cada segmento.
Mercado brasileiro de feijão

No caso do feijão carioca de melhor qualidade, a oferta reduzida segue dando sustentação às cotações, mesmo com o avanço da colheita da safra irrigada no Cerrado. A procura da indústria para recompor estoques também contribui para manter os preços em níveis elevados.
Apesar da valorização acumulada ao longo do ano, o segmento registrou recuo de 9,65% em junho na comparação com maio. Ainda assim, os preços permanecem significativamente acima dos registrados no mesmo período de 2025. Para as próximas semanas, a expectativa é de estabilidade, sem previsão de quedas expressivas enquanto a oferta de grãos de alto padrão continuar limitada.
Já o mercado do feijão carioca de qualidade intermediária enfrenta um cenário de maior pressão sobre os preços. A maior disponibilidade de lotes, principalmente oriundos do Paraná, onde parte da produção foi afetada por geadas e chuvas, ampliou a seletividade dos compradores.
Preços em junho

Em junho, os preços desse segmento caíram 13,15% em relação ao mês anterior, embora ainda apresentem valorização expressiva no acumulado do ano frente aos níveis de 2025. Na última semana, também foram registradas reduções nas cotações em regiões como Sul e Sudoeste de Minas Gerais, Leste Goiano e Curitiba.
A tendência é de acomodação dos preços nas áreas com maior oferta, mantendo a diferença de valores em relação ao feijão de qualidade superior.
No mercado do feijão preto tipo 1, o cenário continua mais firme. A redução da oferta após o encerramento da segunda safra no Paraná, somada às perdas de produtividade provocadas por condições climáticas adversas, tem dado suporte às cotações.
Em junho, os preços avançaram 1,88% em comparação com maio, acumulando alta tanto no primeiro semestre quanto na comparação com o mesmo período do ano passado, refletindo um mercado ainda sustentado pela menor disponibilidade do produto.







