O mercado de feijão apresentou ritmo mais contido nos últimos dias, reflexo do recesso de carnaval.
Depois de semanas marcadas por valorizações expressivas, as negociações perderam intensidade, embora as cotações tenham se mantido sustentadas nas principais regiões produtoras e consumidoras do país.
Mercado de feijão

No caso do feijão carioca de maior padrão, notas entre 9,0 e 10,0 e peneira 12, os preços continuaram avançando entre 13 e 20 de fevereiro. Em praças como Curitiba (PR) e Sorriso (MT), os reajustes variaram de 1,3% a 4,5%.
Considerando a média semanal, as cotações ficaram próximas de 3% acima da semana anterior em estados como Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Goiás.
Os movimentos mais intensos foram observados em Itapeva (SP) e no Noroeste mineiro, cenário que reflete a oferta restrita de lotes com padrão superior.
Na parcial de fevereiro até o dia 20, esse tipo de produto registra valorização de 25,1% em relação a janeiro e alta de 36,8% frente ao mesmo período do ano passado. A escassez de grãos de melhor qualidade também tem redirecionado parte da demanda para categorias intermediárias.
Feijão carioca

Para o feijão carioca de notas 8,0 e 8,5, a elevação média semanal foi de 2,7%. Enquanto Bahia e São Paulo apresentaram estabilidade, Paraná e Mato Grosso registraram altas mais acentuadas, que chegaram a 6,9%. No acumulado de fevereiro, essa categoria já sobe 22,6% sobre janeiro e expressivos 50,7% na comparação anual.
Já o feijão preto tipo 1 mostrou comportamento mais equilibrado, com oscilações moderadas. A colheita no Paraná caminha para a reta final, o que reduz as incertezas quanto ao volume e à qualidade da safra. Entre 13 e 20 de fevereiro, as cotações avançaram 1,8% no Paraná e em Itapeva (SP), além de 0,5% no Oeste de Santa Catarina.
Mesmo com o ritmo de negócios mais lento no período festivo, o mercado segue atento à disponibilidade de produto e à qualidade dos lotes, fatores que continuam determinando o comportamento dos preços nas diferentes regiões.







