A produção brasileira de grãos na safra 25/26 tem potencial para alcançar 356,3 milhões de toneladas, conforme aponta o sétimo levantamento divulgado nesta terça-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento.
O volume representa aumento tanto em relação ao ciclo anterior quanto frente à estimativa do mês passado, reforçando a possibilidade de um novo recorde nacional.
Produção brasileira de grãos na sara 25/26

A área destinada ao plantio também deve crescer, com previsão de chegar a 83,3 milhões de hectares, avanço de 2% na comparação anual. Já a produtividade média apresenta leve recuo, passando de 4.310 para 4.276 quilos por hectare. Ainda assim, o desempenho segue entre os mais elevados já registrados pela série histórica.
Entre as culturas, a soja se destaca com estimativa de produção recorde de 179,2 milhões de toneladas. A colheita avançou favorecida por condições climáticas mais secas em março, permitindo melhor andamento dos trabalhos no campo. Mesmo com resultados abaixo do ciclo anterior em alguns estados, a produtividade média nacional alcança o maior nível já observado.
No caso do milho, a projeção total é de 139,6 milhões de toneladas, ligeiramente inferior à safra passada. A primeira safra apresenta crescimento tanto em área quanto em produção, enquanto a segunda, que concentra a maior parte do volume, tende a registrar queda. O plantio dessa etapa já se aproxima do fim, com lavouras em diferentes fases de desenvolvimento.
Produção de arroz, feijão e algodão

Para o arroz, a expectativa é de retração mais expressiva, com produção estimada em 11,1 milhões de toneladas. A redução está ligada principalmente à diminuição da área cultivada e a condições climáticas menos favoráveis em parte das regiões produtoras. A colheita já avança em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins.
O feijão também deve apresentar recuo, com produção prevista em 2,9 milhões de toneladas. Apesar da queda, o volume ainda é considerado suficiente para atender à demanda interna.
Já o algodão tem estimativa de produção de 3,8 milhões de toneladas de pluma, resultado inferior ao da temporada anterior. A redução está associada à menor área plantada, embora as condições das lavouras, até o momento, sejam avaliadas como positivas.







