Sem resultado
Ver todos os resultados
Sem resultado
Ver todos os resultados
Sem resultado
Ver todos os resultados

Unitins faz experimento com feijão carioca em várzea tropical do Tocantins

Estudo busca oferecer uma alternativa de cultivo para os produtores e gerar disponibilidade de alimentos.

Por Agro2
Publicado em 24/05/2024 às 08:22
Unitins faz experimento com feijão carioca em várzea tropical do Tocantins

Abertura de novas áreas de cultivo, como as várzeas do projeto Rio Formoso e do Vale do Araguaia, contribui para a produção de proteína na mesa dos brasileiros. Foto: Antônio Neves/Agro2

Share on FacebookShare on Twitter

A Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) deu inicio a um experimento inovador com quatro variedades de feijão carioca nas várzeas tropicais do estado.

O objetivo da pesquisa é atender a demanda nacional do produto e identificar a variedade que melhor se desenvolve e é resistente a doenças foliares, como antracnose e mancha-angular.

LEIA TAMBÉM

Projetos de restauração ecológica na Amazônia recebem R$ 69,5 milhões em recursos

Projetos de restauração ecológica na Amazônia recebem R$ 69,5 milhões em recursos

Novo sistema do Cadastro Ambiental Rural começa a operar após fase de transição

Novo sistema do Cadastro Ambiental Rural começa a operar após fase de transição

O agrônomo responsável pelo Centro de Pesquisa Agroambiental de Várzea, em Formoso do Araguaia (CPAV), Expedito Cardoso, destaca que o feijão carioca, por ser uma leguminosa, comporta-se de maneira semelhante à soja. Isso o torna uma alternativa interessante para os produtores durante o período de vazio sanitário.

Nas várzeas tropicais do Tocantins, a soja, o milho e a melancia são as culturas predominantes, e em pequena escala é produzida a variedade do feijão-caupi, que é mais consumido no norte e nordeste do país.

Portanto, a pesquisa busca oferecer uma nova alternativa de cultivo para os produtores e suprir a demanda nacional, abastecendo o mercado com o feijão carioca.

  • Meio ambiente: Sítios de aves migratórias serão mapeados no Parque Estadual do Cantão, no Tocantins
Unitins pesquisa variedade de feijão carioca em várzea tropical para atender demanda nacional
Abertura de novas áreas de cultivo, como as várzeas do projeto Rio Formoso e do Vale do Araguaia, contribui para a produção de proteína na mesa dos brasileiros. Foto: Divulgação/Embrapa

Unitins pesquisa feijão carioca em várzea tropical

A inclusão do feijão carioca no sistema rotacional de culturas traz benefícios como o controle de pragas e a melhoria do solo. A cultura do feijão também pode contribuir, segundo o agrônomo, para a estabilidade dos estoques, uma vez que há flutuações na sua produção e escassez em certas regiões.

A abertura de novas áreas de cultivo, como as várzeas do projeto Rio Formoso e do Vale do Araguaia, contribui para a produção de proteína na mesa dos brasileiros.

  • Tecnologia: Embrapa irá testar tecnologia inovadora para mapear aquicultura no Brasil

No experimento em campo, estão sendo testadas quatro variedades de feijão carioca. Apesar da baixa incidência de chuvas nesse período, a pesquisa busca avaliar a resistência dessas variedades a diferentes doenças e sua produtividade nas condições das várzeas.

Em condições normais no restante do país, é possível colher até 4 toneladas por hectare, com a irrigação por pivô. Espera-se atingir essa média no sistema de sub irrigação nas áreas de várzeas.

Unitins pesquisa variedade de feijão carioca em várzea tropical para atender demanda nacional
Apesar da baixa incidência de chuvas nesse período, a pesquisa busca avaliar a resistência dessas variedades a diferentes doenças. Foto: Divulgação/Embrapa

Produção de feijão para o Brasil

Acredita-se que os municípios de Cristalândia, Dueré, Formoso do Araguaia, Lagoa da Confusão e Pium, com um total de 60 mil hectares, possam se tornar um polo de produção de feijão para o Brasil.

O ciclo das lavouras no período de seca, de maio a setembro, e a baixa umidade relativa do ar não favorecem o aparecimento de fungos que atacam o feijoeiro, ao contrário do que ocorre nos cultivos de verão.

Além disso, o sistema de irrigação também dificulta a disseminação de doenças fúngicas. A umidade chega as sementes ou as raízes das plantas devido à elevação do lençol freático, não havendo borrifamento de água sobre as folhas, como ocorre nos pivôs centrais, utilizados nos cultivos de feijão de inverno em outras regiões do país.

Outro aspecto importante é que ainda não foram constatadas nas várzeas irrigadas do Tocantins a presença de fungos de solo, como o causador do mofo branco, que é bastante comum nos cultivos de feijão de inverno no Planalto Central.

Com esse experimento, a Unitins busca oferecer uma alternativa de cultivo para os produtores, gerar disponibilidade de alimentos e melhorar a diversidade de culturas na região.

Espera-se que o feijão carioca se destaque nas várzeas tropicais, contribuindo para o abastecimento do mercado nacional e proporcionando benefícios econômicos, controle de pragas e melhoria do solo.

Tags: demanda nacionalexperimentofeijão cariocaTocantinsUnitinsVárzea Tropical

Notícias relacionadas

Algas marinhas são estudadas como alternativa para aumentar resistência de lavouras à seca

Algas marinhas são estudadas como alternativa para aumentar resistência de lavouras à seca

Pesquisadores da Embrapa Agroenergia, no Distrito Federal, investigam o potencial de algas marinhas encontradas no litoral brasileiro para desenvolver um...

Temporada de pesca esportiva começa em Goiás e reúne torneios em várias cidades

Temporada de pesca esportiva começa em Goiás e reúne torneios em várias cidades

A temporada de pesca esportiva em Goiás para 2026 foi iniciada nesta semana com a previsão de uma série de...

Mercado de feijão inicia março com ritmo mais lento após altas de fevereiro

Mercado de feijão inicia março com ritmo mais lento após altas de fevereiro

O mercado de feijão brasileiro iniciou março com menor ritmo de negociações depois das expressivas altas observadas em fevereiro, conforme...

Exportações brasileiras de ovos registram alta de 16,3% em fevereiro

Exportações brasileiras de ovos registram alta de 16,3% em fevereiro

As exportações brasileiras de ovos, incluindo produtos in natura e processados, apresentaram avanço em fevereiro deste ano. De acordo com...

logomarca Agro2

Plantando ideias. Colhendo soluções.

Notícias sobre agronegócio e safras, dicas de manejo da terra e de como melhorar sua produção agropecuária.

CONHEÇA

  • Home
  • Quem somos
  • Expediente
  • Comercial
  • Podcast AGRO2
  • Contato

PRIVACIDADE

  • Política de Privacidade
  • Política de Segurança LGPD
  • Termos de Uso
  • Cookies

REDES SOCIAIS

PODCASTS

INSCREVA-SE
em nossa newsletter

© 2025 Portal AGRO2

Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Últimas notícias
  • Agricultura
  • Agronegócio
  • Dicas
  • Economia
  • Meio Ambiente
  • Pecuária
  • Podcast
  • Política
  • Tecnologia
  • Contato
    • Quem somos
    • Comercial
    • LGPD
    • Política de Privacidade

© 2022 Agro2 - Plantando ideias. Colhendo soluções.