O período de vazio sanitário da soja terá início no próximo dia 27 de junho em Goiás. Até 24 de setembro, produtores rurais não poderão manter ou cultivar plantas vivas da cultura no campo.
A medida faz parte do calendário estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para reduzir a incidência de pragas e doenças, especialmente a ferrugem asiática.
Vazio sanitário da soja

Após o encerramento do vazio sanitário, a semeadura da soja estará autorizada entre 25 de setembro deste ano e 2 de janeiro de 2027.
Durante esse intervalo, os produtores devem eliminar todas as plantas vivas de soja das áreas cultivadas, inclusive aquelas que nascem de forma espontânea, conhecidas como plantas voluntárias, tigueras ou guaxas. Essas plantas podem servir de hospedeiras para o fungo Phakopsora pachyrhizi, responsável pela ferrugem asiática, além de favorecer a permanência de outras pragas, como a mosca-branca.
A ferrugem asiática é considerada uma das principais doenças da soja. O fungo se espalha por esporos transportados pelo vento e provoca lesões nas folhas, levando à desfolha precoce, queda na produtividade e aumento dos custos de produção devido à necessidade de aplicação de fungicidas.

De acordo com o 9º Levantamento da Safra de Grãos 2025/2026 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Goiás deve colher cerca de 20,1 milhões de toneladas de soja nesta temporada, volume que coloca o estado como o terceiro maior produtor do país, com participação de 11,3% na produção nacional.
Além do cumprimento do vazio sanitário e da janela de semeadura, os produtores também precisam registrar as lavouras no Sistema de Defesa Agropecuária (Sidago). Conforme a Instrução Normativa nº 6/2024 da Agrodefesa, o cadastro deve ser realizado em até 15 dias após o fim do período de plantio, com prazo final previsto para 17 de janeiro de 2027.







