Com a chegada do período mais frio do ano, a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) intensificou o alerta aos produtores rurais sobre a necessidade de reforçar os cuidados para prevenir casos de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP), conhecida como gripe aviária.
A orientação é que os avicultores adotem medidas rígidas de biosseguridade, especialmente entre os meses de maio e julho, quando o risco de circulação do vírus tende a aumentar.
Casos de gripe aviária

Segundo a Agrodefesa, temperaturas mais baixas favorecem a permanência do vírus H5N1 no ambiente, além de coincidirem com o período de migração de aves silvestres, consideradas um dos principais fatores de risco para a disseminação da doença.
Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária apontam que a gripe aviária apresenta comportamento sazonal no Brasil, com maior número de registros durante o outono e o inverno. O país teve um pico de ocorrências em junho de 2023, além de novos episódios entre fevereiro e junho de 2024 e novamente entre maio e julho de 2025.
Entre as recomendações feitas aos produtores estão a instalação de telas de proteção nas granjas, o fornecimento de alimentação em ambientes fechados e o uso de água tratada e de origem segura. O objetivo é impedir o contato entre aves domésticas e animais silvestres, reduzindo o risco de contaminação dos plantéis.
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A Agrodefesa também reforça que qualquer suspeita da doença deve ser comunicada imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial.
A influenza aviária é uma enfermidade de notificação obrigatória à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) devido ao alto potencial de disseminação e aos impactos econômicos que pode causar. Além da eliminação das aves infectadas, a confirmação de focos pode resultar em restrições comerciais e prejuízos para a cadeia produtiva avícola.







