O Brasil deu mais um passo na agenda de descarbonização industrial após ter o Plano de Investimento para o Programa de Descarbonização Industrial aprovado pelo Climate Investment Funds (CIF).
Com a decisão, anunciada no dia 17 de junho, o país passa a integrar o grupo dos primeiros, entre os sete selecionados pela iniciativa internacional, a concluir essa etapa do processo.
Descarbonização industrial

A secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Julia Cruz, afirmou que a aprovação fortalece a estratégia nacional voltada à modernização do setor industrial e à transição para uma economia de baixo carbono.
O plano é coordenado pelo Ministério da Fazenda e reúne a participação do Ministério de Minas e Energia (MME), do BNDES, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do BID Invest, do Banco Mundial e da International Finance Corporation (IFC). O MDIC atua na articulação da iniciativa com órgãos federais e instituições financeiras multilaterais.
A previsão é de que sejam destinados US$ 250 milhões para projetos de descarbonização industrial. A expectativa é que esse investimento impulsione mais de US$ 3 bilhões em cofinanciamentos, dos quais US$ 1,36 bilhão deverá vir da iniciativa privada.
Os recursos serão aplicados em projetos dos setores de ferro e aço, cimento, produtos químicos e fertilizantes, segmentos que respondem por cerca de 65% das emissões industriais brasileiras.
Ações previstas

Entre as ações previstas estão o incentivo a processos produtivos de menor emissão de carbono, iniciativas de eficiência energética e a criação de polos industriais voltados à descarbonização.
A execução ocorrerá por meio da Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e para a Transformação Ecológica (BIP), responsável por apoiar a estruturação e a seleção dos projetos.
Além de ampliar o acesso ao crédito para atividades de maior consumo energético, a iniciativa pretende estimular investimentos em tecnologias limpas, aumentar o uso de fontes renováveis na indústria e incentivar práticas de economia circular.
De acordo com as estimativas do programa, os projetos financiados poderão evitar a emissão de aproximadamente 1,2 milhão de toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano. A expectativa também é de geração de empregos ligados à economia de baixo carbono e de fortalecimento da competitividade da indústria brasileira.







