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Capitais do agro no Centro-Oeste enfrentam desafios sociais em meio à ascensão econômica

PIB per capita de Campo Grande, Cuiabá e Goiânia fica abaixo da média nacional.

Por Dinake Núbia
Publicado em 24/10/2024 às 12:07
Capitais do agro no Centro-Oeste enfrentam desafios sociais em meio à ascensão econômica

Jardim Botânico em Goiânia. Foto: Jackson Rodrigues/ Prefeitura de Goiânia

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Apesar do crescimento econômico impulsionado pelo agronegócio, as capitais do Centro-Oeste enfrentam desafios sociais que contrastam com essa ascensão.

Campo Grande, Cuiabá e Goiânia, localizadas nos estados que lideram a produção de soja e milho no Brasil, ainda apresentam indicadores sociais preocupantes, mesmo com o avanço econômico da região. As informações são da Agência Brasil.

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A safra 2022/2023, por exemplo, registrou uma produção de 323 milhões de toneladas de grãos, um aumento de 18% em relação ao ciclo anterior.

Esse desempenho ajudou a elevar o Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária em 15,1%, um crescimento expressivo em comparação ao setor industrial (1,6%) e de serviços (2,4%), de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O histórico recorde de produção de soja (27,1%) e milho (19%) foi essencial para esse resultado, e os principais produtores dessas culturas incluem Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Apesar disso, as capitais desses estados ainda enfrentam sérias deficiências em indicadores sociais. O PIB per capita de Campo Grande, Cuiabá e Goiânia fica abaixo da média nacional (R$ 50.193,72).

Além disso, na terceira década do século 21, nenhuma dessas cidades conseguiu universalizar o esgotamento sanitário. Também estão distantes dos melhores índices de escolarização e ter as menores taxas de mortalidade infantil, segundo dados do IBGE.

Indicadores das capitais do agro no Centro-Oeste

Goiânia, a 10ª cidade mais populosa do Brasil, enfrenta desafios sociais significativos. Com uma posição de 4.281ª em relação à escolarização de crianças e adolescentes de 6 a 14 anos, cerca de um quarto das residências na capital de Goiás não têm acesso a esgoto sanitário, e a cidade também registra taxas preocupantes de mortalidade infantil (10,17 em mil nascidos vivos), pior do que a de mais de 2,5 mil cidades brasileiras.

Vista aérea de Goiânia
Vista aérea de Goiânia. Foto: Paulo José/ Prefeitura de Goiânia

Campo Grande, a 17ª cidade brasileira mais populosa, também apresenta indicadores desfavoráveis. Seu salário médio ocupa a 3.412ª posição entre 5.570 municípios. Mais de 2.060 cidades têm melhores percentuais de escolarização nessa faixa etária, e quase 3 mil municípios possuem taxas de mortalidade infantil inferiores a 11,9 a cada mil nascidos vivos registrados em Campo Grande. Além disso, apenas 16,6% dos domicílios da cidade contam com tratamento de esgoto.

Campo Grande
Vista aérea de Campo Grande. Foto: MDR/Divulgação

Cuiabá, a 31ª cidade com maior população no país, enfrenta desafios semelhantes. A capital de Mato Grosso está na 4.692ª posição em escolarização das pessoas na idade do ensino fundamental e é superada por mais de 3.380 cidades em taxas de mortalidade infantil, que alcançam 13,63 a cada mil nascidos vivos. Um quinto dos domicílios em Cuiabá não dispõe de tratamento de esgoto.

Cuiabá
Vista aérea de Cuiabá. Foto: TJMT/Divulgação

Para Jorge Abrahão, coordenador-geral do Programa Cidades Sustentáveis, os dados evidenciam a “disparidade” nas condições que essas capitais do Centro-Oeste apresentam para lidar com seus desafios e implementar políticas públicas eficazes.

“São cidades ricas no sentido de terem recursos e capacidade para estruturarem serviços. Muito maior do que a quase totalidade das cidades brasileiras”, pontua Abrahão.

Raça e sexo

Em Campo Grande, Cuiabá e Goiânia, a mortalidade entre jovens negros e indígenas do sexo masculino (15 a 29 anos) é maior do que entre rapazes e adultos brancos e amarelos. Em Cuiabá, a taxa de homicídios para esses jovens é de 10,13 por 100 mil habitantes, dez vezes superior à de brancos e amarelos, que é de apenas 0,95.

Essa disparidade se reflete na expectativa de vida. Em Goiânia, brancos e amarelos morrem em média aos 71,3 anos, enquanto negros e indígenas morrem aos 64,2 anos, uma diferença de 7,4 anos.

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Além das desigualdades raciais, há também disparidades de gênero nas três capitais. Os homens recebem mais que as mulheres, com uma diferença de 28,03% em Goiânia, 22,9% em Cuiabá e 18,95% em Campo Grande.

A presença feminina nas cargas de comando das secretarias municipais é baixa: em Campo Grande, as mulheres ocupam 38,5% das secretarias; em Cuiabá, 29,4%; e em Goiânia, apenas 17,7%.

Meio ambiente

O Instituto Cidades Sustentáveis também ​​destaca que as três capitais do Centro-Oeste apresentam baixa capacidade de gestão de riscos e prevenção de eventos climáticos.

Nenhuma delas implementou metade das estratégias recomendadas para o planejamento e gerenciamento de desastres, como enchentes, inundações graduais, enxurradas, inundações repentinas, escorregamentos ou deslizamento de terra.

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* As informações são da Agência Brasil

Tags: Campo Grandecapitais do agroCuiabáGoiânia

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