As Cédulas de Produto Rural (CPR) seguem entre os principais instrumentos de financiamento privado do agronegócio no país.
Dados do Boletim de Finanças Privadas do Agro, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), mostram que os estoques desses títulos cresceram 16% em fevereiro na comparação com o mesmo período do ano passado.
Cédulas de Produto Rural

Segundo as registradoras, foram contabilizadas cerca de 402 mil CPRs, que somam R$ 561 bilhões em estoque. Considerando a atual safra, entre julho de 2025 e fevereiro de 2026, as emissões alcançaram R$ 248 bilhões. O valor, no entanto, é 8% menor que o registrado no mesmo intervalo da safra anterior.
Outro instrumento relevante para o financiamento do setor são as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA). Em fevereiro, o estoque desses papéis chegou a R$ 588 bilhões, o que representa crescimento de 9% em relação a um ano antes.
Pelas regras desse tipo de título, ao menos 60% do valor captado deve ser direcionado novamente ao crédito rural. Com isso, o volume que precisa ser reaplicado pelas instituições financeiras alcançou R$ 352 bilhões no período, aumento de 31% frente ao mesmo mês de 2025.
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CRA

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) também mantiveram trajetória de expansão. O estoque desses títulos atingiu R$ 176 bilhões até fevereiro, alta de 15% em doze meses.
Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) apresentaram movimento contrário. O estoque caiu 8% na comparação anual, totalizando R$ 32 bilhões.
De acordo com o boletim, essa redução ainda reflete um crescimento atípico registrado em agosto de 2024, que vem sendo gradualmente ajustado ao longo dos meses seguintes.
O levantamento também voltou a trazer dados sobre os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro), após interrupção temporária na divulgação no ano passado. Em janeiro, o patrimônio líquido desses fundos chegou a R$ 48 bilhões, aumento de 10% em relação aos últimos doze meses. Atualmente, há 220 Fiagro em operação, número 60% maior que o verificado no mesmo período do ano anterior.







