Instituto Nacional de Meteorologia mantém alerta para temporais enquanto excesso de umidade impacta lavouras e logística no estado de Minas Gerais.
Minas Gerais vive um dos meses de fevereiro mais chuvosos dos últimos anos, cenário que começa a refletir diretamente no agronegócio.
Temporais em Minas Gerais e o impacto no agro

Após um início de ano favorável ao desenvolvimento das lavouras, principalmente do café, o volume excessivo de precipitações agora acende o sinal de alerta no campo.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há previsão de chuvas superiores a 60 milímetros por hora ou acumulados acima de 100 milímetros por dia em áreas do estado, com risco elevado de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos.
O instituto destaca que fevereiro de 2026 já figura entre os mais chuvosos da série recente, especialmente nas regiões Centro-Sul e Oeste mineiro.
No agro, os impactos vão além das lavouras de café. A umidade constante favorece a incidência de doenças causadas por fungos e bactérias, o que pode comprometer a produtividade e elevar os custos com defensivos. Além disso, o excesso de água dificulta o manejo e atrasa operações importantes no campo.
A colheita do milho destinado à silagem, por exemplo, enfrenta obstáculos devido ao solo encharcado, que impede a entrada de máquinas nas áreas de produção. O problema se estende à logística, com estradas rurais danificadas e dificuldades no escoamento da safra.
Zona da Mata

Em algumas regiões, como a Zona da Mata, os acumulados já ultrapassam com folga a média histórica do mês, pressionando tanto a produção atual quanto o planejamento da próxima safra.
Com o clima ainda instável, produtores mineiros seguem monitorando as condições meteorológicas e adotando medidas para reduzir perdas, enquanto o estado enfrenta um período de chuva persistente que já deixa marcas no desempenho do agronegócio.







