A economia brasileira registrou crescimento de 3,4% em 2024, quando o Produto Interno Bruto (PIB) alcançou R$ 11,7 trilhões.
O resultado foi acompanhado pelo avanço dos setores de Serviços e Indústria, enquanto a Agropecuária apresentou desempenho negativo no período. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na publicação Sistema de Contas Nacionais: Brasil 2024.
Economia Brasileira e PIB

O setor de Serviços apresentou crescimento em todas as atividades analisadas. Os maiores avanços ocorreram em Informação e comunicação, com alta de 6,1%, e Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, que cresceram 5,5%. Outras atividades de serviços registraram expansão de 5,3%, enquanto o Comércio avançou 3,8%.
Também tiveram resultados positivos as Atividades imobiliárias, com crescimento de 3,1%; Transporte, armazenagem e correio, com 1,9%; e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social, que avançaram 1,7%.
Na análise da contribuição dos setores para o valor adicionado bruto, que cresceu 3,1% no ano, os Serviços responderam por 2,6 pontos percentuais (p.p.), enquanto a Indústria acrescentou 0,8 p.p. Juntos, os dois segmentos representam mais de 93% do indicador. Na contramão, a Agropecuária recuou 3,7%, com impacto negativo de 0,3 p.p.
O PIB per capita, que corresponde à divisão da riqueza produzida pelo país pelo número de habitantes, ficou em R$ 55.410,12 em 2024.
Consumo das famílias avança 5,1%

As despesas de consumo final cresceram 4,4% em 2024, considerando os gastos das famílias, do governo e das instituições sem fins lucrativos. O consumo das famílias, responsável por 64% do PIB brasileiro, teve expansão de 5,1%. Já as despesas de consumo do governo aumentaram 2%.
Os investimentos na economia também apresentaram crescimento. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que reúne os investimentos em máquinas, equipamentos e construção, avançou 6,9%, após registrar queda de 3% em 2023. Em valores correntes, o montante chegou a R$ 1,9 trilhão.
A taxa de investimento, calculada pela relação entre a FBCF e o PIB, passou de 16,4% em 2023 para 16,9% em 2024.
Importações crescem acima das exportações
No comércio exterior, as exportações brasileiras de bens e serviços aumentaram 2,8% em 2024. As importações tiveram expansão mais expressiva, de 15,6%.
Entre os principais produtos e segmentos que se destacaram nas compras do exterior estão produtos químicos, máquinas e aparelhos elétricos, veículos automotores, máquinas e equipamentos, além de serviços.
Segundo o IBGE, a divulgação integra o processo de reformulação do Sistema de Contas Nacionais, que passa da referência de 2010 para a de 2021. Durante essa transição, o instituto mantém a publicação de estimativas mais agregadas, baseadas nos resultados do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, enquanto suspende temporariamente o detalhamento anual tradicional.







