Foi publicada nesta sexta-feira (23) a Portaria Interministerial que autoriza a abertura da safra do camarão-rosa no estuário do rio Tramandaí, no litoral norte do Rio Grande do Sul.
A medida foi assinada conjuntamente pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
Safra do camarão-rosa

A atividade na região segue as regras da Instrução Normativa MMA nº 17, de 2004, que permite a captura apenas por pescadores e pescadoras artesanais devidamente cadastrados.
Os métodos autorizados são o uso de aviãozinho e tarrafa. A normativa estabelece o período de fechamento da pesca, enquanto a liberação anual depende de uma nova portaria, baseada em análises técnicas.
Para a temporada deste ano, a Secretaria Municipal de Pesca de Imbé conduziu a biometria do camarão-rosa no estuário, em parceria com pescadores locais. As coletas ocorreram em pontos tradicionais de pesca e utilizaram os equipamentos permitidos, com o objetivo de verificar tamanho e quantidade dos crustáceos, além das condições para o ciclo biológico da espécie.
De acordo com o secretário municipal de Pesca, Giovani Pereira, o levantamento técnico foi essencial para embasar a liberação da safra de 2026 na região da Bacia do Rio Tramandaí.
Captura do camarão-rosa

A captura do camarão-rosa é uma das principais fontes de renda da pesca artesanal durante o período de veraneio, quando há aumento da população nas cidades litorâneas.
As condições climáticas também influenciam o desenvolvimento da espécie, que permanece em áreas mais protegidas antes de migrar para o mar. Comunidades pesqueiras ainda enfrentam impactos das chuvas intensas registradas no estado em 2023 e 2024, que afetaram a produção.
Segundo o biólogo Leonardo Pinheiro, da Coordenação-Geral de Gestão Participativa Costeiro-Marinha do MPA, a abertura da safra tem papel relevante na preservação da atividade pesqueira e no sustento de famílias que dependem da captura no litoral norte gaúcho.
O MPA informou que revisões nas normas locais de ordenamento da pesca seguem em análise, com foco na adaptação às condições atuais da atividade, no acesso aos recursos naturais e na conciliação entre a subsistência das comunidades e a conservação ambiental.







