A produção industrial brasileira registrou crescimento de 0,7% em abril de 2026 na comparação com março, marcando o quarto avanço consecutivo do setor.
Com o resultado, a indústria acumula expansão de 4,4% nos últimos quatro meses, segundo dados divulgados nesta quarta-feira.
Produção industrial brasileira

Na comparação com abril de 2025, a atividade industrial avançou 2,7%, embora em ritmo menor que o observado em março, quando a alta havia sido de 4,4%. Já no acumulado do primeiro quadrimestre do ano, o crescimento chega a 1,7%. Em 12 meses, a indústria apresenta elevação de 0,7%.
O desempenho positivo de abril foi impulsionado principalmente pelas indústrias extrativas e pelo segmento de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, ambos com alta de 3,1% e crescimento pelo quinto mês seguido. Também tiveram destaque os setores de produtos de madeira, com avanço de 8,5%, produtos têxteis (4,1%), borracha e material plástico (3,1%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,2%).
Apesar do cenário favorável em parte da indústria, alguns segmentos registraram queda na produção. O principal impacto negativo veio do setor de produtos químicos, que recuou 3,9% após crescimento em março. Também apresentaram desempenho negativo os setores farmacêutico (-6,0%), máquinas e equipamentos (-2,9%), veículos automotores (-0,7%) e metalurgia (-1,0%).
Grandes categorias

Entre as grandes categorias econômicas, os bens intermediários lideraram a expansão em abril, com alta de 1,5%, acumulando crescimento de 6,0% em quatro meses consecutivos de resultados positivos. Os bens de capital também avançaram, ainda que de forma moderada, com variação de 0,1%, mantendo sequência de crescimento iniciada em janeiro.
Por outro lado, os segmentos de bens de consumo duráveis e de bens de consumo semi e não duráveis apresentaram retração no mês. As quedas foram de 3,2% e 0,2%, respectivamente, interrompendo uma sequência de três meses de expansão.
A média móvel trimestral da indústria também seguiu em trajetória de alta e avançou 0,7% no trimestre encerrado em abril, mantendo o movimento positivo iniciado no fim de 2025. Nesse indicador, os maiores crescimentos foram observados nos setores de bens intermediários e bens de capital, ambos com alta de 1,2%.
Mesmo com o avanço recente, a produção industrial brasileira ainda permanece 12,9% abaixo do pico histórico registrado em maio de 2011. Em contrapartida, o nível atual já supera em 4,7% o patamar observado antes da pandemia, em fevereiro de 2020.







