A agropecuária teve o melhor desempenho entre os grandes setores da economia brasileira no primeiro trimestre de 2026.
De acordo com os dados divulgados pelo IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor cresceu 2,0% em relação ao último trimestre de 2025, resultado impulsionado tanto pela produção vegetal quanto pela pecuária.
Crescimento do PIB com a agropecuária

O avanço da agropecuária teve peso importante no crescimento da economia nacional, que registrou alta de 1,1% no período e movimentou R$ 3,3 trilhões. Com isso, o setor passou a representar 7,5% do PIB brasileiro. No mesmo intervalo, a indústria avançou 1,0%, enquanto os serviços cresceram 0,5%.
Segundo os dados, o desempenho positivo do campo foi favorecido pelas condições climáticas consideradas favoráveis em grande parte das regiões produtoras, além da manutenção da demanda por alimentos, fibras e energia. O primeiro trimestre também coincide com o período de colheita das culturas de verão, especialmente da soja, principal produto agrícola do país.
Levantamento do IBGE aponta crescimento previsto de 0,7% na produção de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. Entre as culturas com maior expansão estão a soja, com alta estimada de 4,8%, o milho da primeira safra, que avançou 15,2%, e a cana-de-açúcar, com crescimento de 0,6%.
Retratação em algumas culturas

Por outro lado, algumas culturas apresentaram retração. É o caso do milho segunda safra, com queda de 6,4%, além do arroz (-10,6%), algodão herbáceo (-8,9%), trigo (-6,8%), feijão (-4,6%) e batata-inglesa (-8,1%).
A pecuária também registrou avanço no início do ano. Dados preliminares do IBGE mostram aumento de 3,3% no abate de bovinos, enquanto os suínos tiveram crescimento de 5,5% e os frangos avançaram 3,7% em comparação ao mesmo período de 2025. O cenário reforça a expansão da produção de proteína animal e o fortalecimento das exportações brasileiras, especialmente de carne bovina.
Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o PIB da agropecuária cresceu 0,7%. Apesar de menor que o resultado trimestral, o desempenho ocorre sobre uma base elevada, marcada pela safra recorde registrada em 2025.
Pela ótica da demanda, o crescimento da economia brasileira no primeiro trimestre foi puxado principalmente pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que avançou 3,5%, e pelo consumo das famílias, com alta de 1,0%. O consumo do governo também apresentou crescimento, de 0,4%.
Entre os demais setores da economia, a maior alta foi observada na indústria extrativa, que cresceu 3,6%, impulsionada pela produção de petróleo e gás natural. A construção civil avançou 2,9% e o setor de informação e comunicação teve alta de 2,4%. Já os segmentos de transporte, atividades financeiras e serviços ligados à gestão de resíduos registraram retração no período.







