A economia brasileira registrou a abertura de 85.888 empregos a em abril de 2026, conforme dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego por meio do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).
O resultado é resultado de 2,26 milhões de admissões contra 2,18 milhões de desligamentos no período.
Economia brasileira e empregos em abril

Com base nos dados, o país alcançou um estoque de 47,8 milhões de vínculos formais ativos, crescimento de 0,18% em comparação com março. Apesar do saldo positivo no mês, o desempenho acumulado em 12 meses mostra desaceleração. Entre maio de 2025 e abril de 2026, foram criadas cerca de 1,04 milhão de vagas, número 35,1% menor do que o registrado nos 12 meses anteriores.
O setor de Serviços foi o principal responsável pela geração de empregos em abril, com saldo positivo de 69,6 mil vagas. Também apresentaram crescimento a Construção, com 23,5 mil postos, e a Indústria, que abriu pouco mais de 9,2 mil vagas formais.
Por outro lado, Agropecuária e Comércio fecharam o mês com resultados negativos. No campo, o saldo ficou em menos 8,1 mil vagas, resultado de mais de 105 mil desligamentos frente a 97 mil admissões.
O desempenho chama atenção porque abril costuma registrar crescimento do emprego agropecuário, cenário que não se repetiu neste ano. Em abril de 2025, por exemplo, o setor havia criado 3,8 mil vagas, enquanto agora houve retração superior a 300% na comparação anual.
Regionalmente, todas as grandes regiões brasileiras apresentaram saldo positivo de empregos formais no conjunto da economia. O Sudeste liderou a geração de vagas, com 44,5 mil novos postos, seguido pelo Nordeste, Centro-Oeste, Norte e Sul.
Geração de empregos na agropecuaria

No entanto, dentro da agropecuária, o cenário foi diferente. Apenas o Sudeste teve resultado positivo no setor, com destaque para o Espírito Santo e São Paulo. As maiores perdas ocorreram no Nordeste e no Sul do país. Entre os estados com maiores cortes de vagas agropecuárias apareceram Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Santa Catarina, Bahia e Rio Grande do Norte.
Já Goiás figurou entre os estados com saldo positivo no agro, ao lado de São Paulo e Espírito Santo. O estado goiano encerrou abril com geração líquida de aproximadamente 1,6 mil empregos formais no setor.
Entre as atividades agropecuárias que mais perderam vagas estiveram o cultivo de soja, maçã e laranja, além da criação de bovinos para corte e do cultivo de melão. Em contrapartida, as maiores contratações ocorreram em atividades de apoio à agricultura, cultivo de café, cana-de-açúcar, produção de ovos e cultivo de mamão.







