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Preços da cesta básica registram alta na maioria das capitais em dezembro; veja quais

Pesquisa aponta variações regionais nos preços e indica que trabalhador destinou, em média, 48,49% da renda líquida à cesta básica.

Por Arieny Alves
Publicado em 09/01/2026 às 09:36
Atualizado em 09/01/2026 às 09:40
Preços da cesta básica registra alta na maioria das capitais em dezembro; veja quais

Foto: Divulgação/Conab

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgaram a Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preços da Cesta Básica de Alimentos referente a dezembro de 2025.

De acordo com o levantamento, o valor da cesta básica subiu em 17 capitais entre novembro e dezembro, recuou em nove cidades e permaneceu estável em João Pessoa (PB), onde o custo ficou em R$ 597,66.

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Preços da Cesta Básica de Alimentos referente a dezembro de 2025

Cesta básica
Foto: Envato

As maiores altas no período foram registradas em Maceió (3,19%), Belo Horizonte (1,58%), Salvador (1,55%), Brasília (1,54%) e Teresina (1,39%). Também apresentaram aumentos Macapá (1,23%), Goiânia (1,19%) e Rio de Janeiro (1,03%).

Em sentido oposto, as quedas mais acentuadas ocorreram em Porto Velho (-3,60%), Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%), Manaus (-1,43%) e Curitiba (-1,03%).

São Paulo manteve a posição de capital com a cesta básica mais cara do país, com custo médio de R$ 845,95. Na sequência aparecem Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06), Cuiabá (R$ 791,29) e Porto Alegre (R$ 784,22).

Já os menores valores foram observados principalmente em capitais do Norte e do Nordeste, como Aracaju (R$ 539,49), Maceió (R$ 589,69), Porto Velho (R$ 592,01), Recife (R$ 596,10), Natal (R$ 597,15) e João Pessoa (R$ 597,66), onde a composição da cesta é diferente da adotada nas regiões Centro-Sul.

Entre os itens que contribuíram para a redução do custo em parte das capitais estão leite integral, arroz agulhinha, açúcar, café em pó e óleo de soja. O arroz apresentou queda de preços em 23 das 27 capitais, com os recuos mais intensos em Maceió (-6,65%) e Vitória (-6,63%).

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Itens mais baratos

Derivados
Foto: Envato

O leite integral ficou mais barato em 22 capitais, com destaque para Curitiba, onde a queda chegou a 5,61%. Em algumas cidades, como Palmas, Aracaju e Maceió, os valores se mantiveram estáveis, enquanto Boa Vista e Macapá tiveram alta.

A maior oferta interna, impulsionada pela produção nacional e pela importação de derivados, explica o movimento de queda, segundo o estudo.

O açúcar apresentou redução de preços em 21 capitais, com variações que chegaram a quase 6% em Teresina. O café em pó também ficou mais barato na maior parte do país, com queda em 20 capitais, apesar de aumentos pontuais, como em Manaus.

A pesquisa associa o comportamento do café às tarifas impostas pelos Estados Unidos, que reduziram as exportações e influenciaram os preços internos. Já o óleo de soja teve queda em 17 cidades, sendo ocasionado pela maior oferta global da oleaginosa.

Economia

O levantamento também atualizou o valor do salário mínimo necessário para cobrir as despesas básicas de uma família de quatro pessoas.

Em dezembro de 2025, esse rendimento deveria ter sido de R$ 7.106,83, o equivalente a 4,68 vezes o salário mínimo vigente, de R$ 1.518,00. Em novembro, o valor estimado era de R$ 7.067,18. Um ano antes, em dezembro de 2024, o mínimo necessário era de R$ 7.067,68, o que correspondia a 5,01 vezes o piso da época, fixado em R$ 1.412,00.

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Tags: capitais com maiores aumentoscesta básilaLeiteóleopreços

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