A produção brasileira de petróleo e gás natural somou 4,921 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) em novembro de 2025.
Os números constam no Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural, divulgado nesta segunda-feira (5) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Produção brasileira de petróleo

Do total produzido no mês, 3,773 milhões de barris por dia corresponderam ao petróleo. O volume representa uma redução de 6,4% em relação a outubro, mas indica crescimento de 13,9% na comparação com novembro do ano passado.
Já a produção de gás natural atingiu 182,57 milhões de metros cúbicos por dia, com queda de 6,3% frente ao mês anterior e avanço de 15,7% em relação ao mesmo período de 2024.
O pré-sal manteve participação predominante na produção nacional. Em novembro, a extração total nessa camada somou 3,913 milhões de boe/d, o equivalente a 79,6% de toda a produção do país. Apesar da retração de 8,5% em relação a outubro, o volume foi 15,6% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado.
A produção ocorreu por meio de 178 poços, que responderam por 3,024 milhões de barris diários de petróleo e 141,27 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural.
O aproveitamento do gás natural alcançou 96,9% no mês. Foram ofertados ao mercado 61,87 milhões de metros cúbicos por dia, enquanto a queima somou 5,71 milhões de metros cúbicos diários. Em relação a outubro, houve aumento de 5% na queima, mas na comparação anual o volume caiu 8,1%.
A maior parte da produção continuou concentrada no ambiente marítimo, responsável por 97,7% do petróleo e 85,7% do gás natural extraídos no país. Os campos operados pela Petrobras, de forma individual ou em parceria com outras empresas, responderam por 89,35% do total produzido. Ao todo, a produção teve origem em 6.082 poços, sendo 539 em áreas marítimas e 5.543 em terra.
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Campos produtores

Entre os campos produtores, Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, liderou a produção de petróleo, com média de 744,30 mil barris por dia. No gás natural, o maior volume veio do campo de Mero, também na Bacia de Santos, que registrou produção de 40,80 milhões de metros cúbicos diários.
As unidades com maior desempenho foram o FPSO Almirante Tamandaré, em Búzios, no petróleo, e o FPSO Marechal Duque de Caxias, em Mero, no gás natural.
Segundo a ANP, oscilações nos volumes produzidos são comuns e podem estar relacionadas a fatores operacionais, como paradas programadas para manutenção, entrada ou interrupção de poços e início de comissionamento de novas unidades, práticas consideradas normais na indústria de petróleo e gás.







