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Produção de etanol de milho deve crescer 36% na safra 2023/2024

Grão se tornou opção rentável para as usinas, já que matéria-prima pode ser utilizada o ano todo; produção brasileira cresceu 800% em cinco anos.

Por Janaina Honorato
Publicado em 18/10/2023 às 17:30
Produção de etanol de milho cresceu 800% em cinco anos no Brasil.

Produção de etanol de milho cresceu 800% em cinco anos no Brasil. Foto: Divulgação

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A produção brasileira de etanol de milho deve alcançar 6 bilhões de litros na safra 2023/2024, crescimento de 36,7% em relação à temporada anterior e 800% maior que nos últimos cinco anos, segundo dados da União Nacional do Etanol de Milho (Unem).

O crescimento da capacidade produtiva se dá pela ampliação do complexo industrial brasileiro com evolução da quantidade de usinas, adoção de tecnologias, alta de rendimento industrial e maior demanda internacional por biocombustíveis.

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Produção brasileira de etanol de milho

Entre as vantagens de aumentar a produção com o etanol de milho está a grande disponibilidade de matéria-prima, principalmente por usar o milho de segunda safra no Brasil e que traz benefícios quanto à proteção da terra, reciclagem de nutrientes e carbono orgânico no solo e a contribuição com o processo de descarbonização.

O crescimento foi exponencial no setor, saindo de 520 milhões de litros de etanol de milho na safra 2017/2018 para seis bilhões de litros. Segundo projeção da Unem, a safra atual deve registrar aumento de 1.053% em relação a 2017.

O etanol de milho passou de complementar para estratégico dentro da cadeia de biocombustíveis utilizados em automóveis). A participação do derivado de cereal passará para 19% do total de etanol consumido no país.

“Com capacidade de armazenamento do milho, as indústrias produzem ao longo de todo o ano. Dos 365 dias, as unidades fazem uma parada técnica de 10 a 15 dias apenas. Com isso, cada unidade produz grandes volumes e há uma oferta linear de combustível no mercado, atenuando a sazonalidade de produção do etanol de cana-de-açúcar, garantindo o abastecimento e diminuindo as grandes oscilações de preços”, explica o presidente-executivo da Unem Guilherme Nolasco.

  • Economia: Etanol de milho deve representar 19% do total consumido no Brasil
Grão se tornou opção rentável para as usinas matéria-prima pode ser utilizada o ano todo.
Grão se tornou opção rentável para as usinas matéria-prima pode ser utilizada o ano todo. Foto: Sociedade Naciona de Agricultura

Produção de etanol de milho em Goiás

Em Goiás, na safra 2022/23, foram utilizados 1,1 milhão de toneladas de milho para a produção de etanol. Considerando que o Estado colheu 12 milhões de toneladas, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), este volume representa quase 10% da produção local.

Para a próxima safra, a expectativa é de crescimento para 1,2 milhão de toneladas. O etanol de milho já é a segunda principal fonte de consumo do milho goiano, ficando atrás apenas da alimentação animal.

“Além de fomentar a produção do cereal, especialmente em Goiás e no Mato Grosso, e produzir biocombustível [etanol], ele gera coprodutos como o óleo, o DDG [grãos secos de destilaria] e o DDGS [grãos secos de destilaria com solúveis], estes últimos usados na ração animal. Também fomenta a geração de energia e a produção de florestas plantadas de eucalipto”, aponta o coordenador técnico do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag), Alexandro Alves.

Milho rende mais que cana-de-açúcar na produção de etanol.
Milho rende mais que cana-de-açúcar na produção de etanol. Foto: Divulgação/Unem

Etanol de milho x Etanol de cana

A cana-de-açúcar tem 54% menos açúcar do que o milho, uma tonelada dela só faz 89,5 litros de etanol. Apesar de ser mais difícil transformar em açúcar as moléculas de amido, o milho produz mais sacarose e álcool. Uma tonelada rende 407 litros de etanol.

A diferença está no rendimento, sendo que em relação ao produto final é exatamente o mesmo produto, ou seja, a molécula de etanol é uma cadeia carbônica que não possui diferença, independentemente de onde a matéria-prima é oriunda.

Tipos de Indústrias

Existem três modelos de usinas de etanol de milho operando no Brasil: a Usina Full (ou dedicadas), que processa exclusivamente milho para produção de etanol; a Usina Flex, que são aquelas de cana-de-açúcar adequadas para produzir etanol de milho no período da entressafra da cana; e a Usina Flex Full, que são usinas de cana e milho que operam paralelamente.

As usinas que produzem os dois, de abril a novembro ou dezembro produz a partir da cana, e a partir do momento que começa o período chuvoso, começa a produzir etanol do milho.

*Com informações da Unem e da Comunicação Sistema Faeg

  • Mercado: Com recorde, VBP da Agropecuária deve atingir R$ 1,150 trilhão em 2023
Tags: Brasilcana de açucaretanol de milhoIfagmilhoproduçãoUnem

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