A área queimada no Brasil recuou 39% em 2025 na comparação com a média registrada entre 2017 e 2024.
Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (4) pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e têm como base levantamento do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da UFRJ.
Redução da área queimada

Entre os biomas, o Pantanal teve a maior redução proporcional, com queda de 91% na área atingida por incêndios. Na Amazônia, a retração foi de 75%. Já a Mata Atlântica apresentou diminuição de 58%, enquanto o Pampa registrou redução de 45%.
Durante coletiva realizada na sede do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, em Brasília, o ministério também detalhou as ações previstas para enfrentar a temporada de incêndios em 2026.
Entre as medidas anunciadas está a portaria que declara emergência ambiental por risco de incêndios em áreas vulneráveis. O ato define regiões e períodos críticos ao longo do ano e autoriza a contratação emergencial de brigadistas federais, além de orientar ações preventivas.
O documento foi elaborado a partir de estudo técnico que analisou déficit de chuvas, histórico de focos de calor, projeções climáticas e características das mesorregiões mais afetadas.
O ministério também relacionou a redução da área queimada à queda no desmatamento nos últimos anos. De acordo com dados do sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, houve recuo de 50% no desmatamento da Amazônia e de 32% no Cerrado em 2025 na comparação com 2022.
Estrutura prevista para 2026

Para a temporada deste ano, estão previstas 246 brigadas florestais federais, 131 do Ibama e 115 do ICMBio. O planejamento inclui a contratação de 4.410 brigadistas temporários, além de 250 servidores efetivos, totalizando 4.660 profissionais mobilizados.
A estrutura operacional contará com 18 helicópteros, dois aviões de transporte e 12 aeronaves para lançamento de água, além de 89 embarcações.
A logística inclui 973 caminhonetes, 408 veículos especializados, três bases logísticas, duas vilas operacionais, 340 barracas de campanha, 3.100 equipamentos motorizados e 4.358 conjuntos individuais de combate ao fogo.
O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, Rodrigo Agostinho, afirmou que o monitoramento foi ampliado e passou a incluir acompanhamento diário das áreas queimadas em todo o território nacional, além dos registros de focos de calor.







